TRIBUTO AO AÇUDE GRANDE
O Açude Grande, como é chamado pelos nativos, é o adereço que engalana a cidade natal deste escrevinhador. Se comparado ao mar, o açude é apenas uma gota d’água, mas a comunidade faz dessa gota o seu oceano particular.
Os que o visitam lhe exaltam a beleza, lhe consagram a estética e a imponência. No entardecer, a paisagem do açude se enche de um lirismo singular, deleite, aliás, para os namorados. É quando a melodia do vento, uma brisa suave e doce, entoa sua cantiga de ninar contra o estresse e as inquietações humanas.
Esse clima, ao cair da tarde, tem sido fonte de inspiração para poetas e trovadores. Nessa ocasião as pessoas, animadas pelo número, põem-se a caminhar pelo calçadão que lhe circunda a orla. Suas águas tranquilas, de suave marulho, se prestam a regar as aspirações da gente campo-maiorense; que segue o seu destino com sua decidida vocação para as conquistas.
Ao anoitecer, boêmios e amantes da música principiam o pontear das suas violas entoando canções de amor, de ventura ou desventura. Não falta quem encontre nessas canções ingredientes terapêuticos com virtude para anestesiar os males humanos, inclusive, comumente, os padeceres provenientes das desilusões amorosas.
Com essas breves palavras consigno o meu contributo a esse que é o distintivo especial e particular da capital da carnaúba, o Açude Grande, romântico, majestoso.
Viva o Açude Grande, que tem o condão de apaixonar quem o visita;
Viva a cidade de Campo Maior, no Piauí, onde fica o Açude Grande;
Viva Santo Antônio, o padroeiro que livrou as donzelas e os donzéis dos aborrecimentos da solteirice crônica.