CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ESCRAVO DE GANHO

Durante a vigência do odioso, e lamentoso, período escravocrático brasileiro (1550 a 1888), existiam, dentre outras, as seguintes categorias de escravos: do eito, de aluguel, de ganho. Quero, aqui, referir-me apenas ao escravo de ganho, ou seja, aquele que prestava serviços remunerados a terceiros desde que repassasse ao seu dono a maior parte do que recebia. As atividades principais dos escravos de ganhos consistiam em executar serviços diversos, inclusive consertos em geral, ou, comumente, às ruas, vender iguarias. Alguns proprietários impingiam às suas escravas, por vezes gastas, o ofício da prostituição como forma de auferir mais dinheiro. Essa alternativa de amealhar dinheiro por meio de sexo alugado exprimia a nefanda prática da gigolotagem.

Aos escravos de ganho era facultado, com os rendimentos futres que lhe cabiam, comprar roupas, reles evidentemente, mas eram impedidos de pôr sapatos aos pés. É que andar descalço tinha o seu simbolismo: evidenciava os cativos não aforrados, a bem dizer, que não possuíam carta de alforria. Aquele que infringisse as regras seria chibatado, acorrentado.

Ao pôr em relevo, com tristeza, essa particularidade tenebrosa, adormecida nas páginas da história escravocrática brasileira, remeto o nobre leitor para uma indagação: se há, eventualmente, alguma similitude entre os escravos de ganho, do período escravagista brasileiro, e os médicos cubanos que estiveram, demoradamente, no Brasil para prestar serviços médicos. Estes recebiam, do governo de Cuba, apenas uma ínfima parcela do valor que o governo brasileiro transferia àquele governo, cubano.

9 pensou em “JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

  1. Eu não sabia que haviam estes três tipos de escravos na época do Brasil colônia e parte do Império.

    Felizmente a Princesa Regente Isabel acabou com essa prática em 1888, à custa de uma deposição da monarquia por um golpe militar para implantação da República no ano seguinte.

    Princesa Isabel nunca se arrependeu de sua atitude, ao contrário. Já a esquerda brasileira a tentou apagar da história, como a Redentora da escravidão para passar o escravocrata Zumbi dos Palmares como herói dos negros.

    O “grande” Ministro da Fazenda dos primeiros governos da República, Rui Barbosa, para “apagar” este período de nossa história, mandou queimar todos os documentos que registravam a entrada e registros (sim, havia escrituras) de escravos no país. Por isso não sabemos quantos escravos houveram, nem de onde eles eram. Rui Barbosa teve seus defeitos.

    A prática dos escravos médicos cubanos é mais odiosa que aquela, pois ocorre nos dias de hoje, mais de 1 século depois, com a complacência de toda a esquerda brasileira.

    Nossa real história terá que ser reescrita.

  2. Ainda hoje, regimes fortes, mantem os familiares sob custódia, para missões “especiais” em outros países com espionagens, sabotagens, narcotráfico, etc. visando minar o governo daquele país.
    Temos cubanos, chineses infiltrados porém a ABIN está na cola neutralizando suas ações.

  3. Não adiantou de porra nenhuma libertar a negrada.

    Continuam interessados apenas em tocar atabaques e em ficar repetir as cantilenas chorumentas e infantilóides infinitamente. Trabalhar e estudar, que é bom? NADA!

    No mais, sobra e água fresca, mantidos por infinitos subsídios governamentais bancados pelos otários que trabalham. NÓS!

    Todos os povos que vieram para cá (Libaneses, sírios, turcos, armênios, judeus, italianos, alemães, japoneses, espanhóis, etc…) , vieram para cá tangidos pela fome e miséria, muitas vezes provocadas por guerras e chacinas. Trabalharam incansavelmente e, hoje, possuem todos condições de vida decentes.

    MENOS A NEGRADA!

    Quando é agora, ficam falando em resgatar uma suposta “Dívida Social”.

    Dívida social é o apelido do meu caralho. Por mim, vão mamar no jumento Polodoro, ou podem vir mamar na minha “Dívida Social”.

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