CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

QUE INSTINTO É ESSE?

Os “machões” do Brasil (quiçá do mundo) se enchem de valentia para um propósito particular, desprezível: seviciar mulheres, submetê-las a todo tipo de vexação: sofrimento moral, opressão, sujeição imposta pela força, privação da liberdade, escravização, maus-tratos, agressão física, e, comumente, o desenlace fatal. Muitas delas, desprovidas da autossubsistência, optam por ajoelhar-se ante os ataques dos verdugos.

Mas o fascínio dos “machões” em supliciar mulheres (namoradas, esposas, companheiras, concubinas, amantes, sultanas, barregãs, irmãs, mãe, etc.) não lhes confere atestado de coragem. Se outros homens, nas ruas, lhes entestam destemerosamente aí os “machões” perdem a vitalidade, ficam vazios de força, viram cagarolas e tratam de se esconder atrás das suas covardias.

Na minha casa há um gatil. Entre machos e fêmeas a bichanada passa de dez indivíduos; todos esterilizados. O que se observa nessa população é um ânimo de malquerença e hostilidade de alguns machos em relação às fêmeas.

No transcorrer dos depoimentos da CPI, no Senado Federal, mulheres depoentes foram manifestamente tratadas com sublinhada severidade, aos moldes da aspereza de madrasta desamorável.

Em síntese, o lado feminino, seja no mundo dos bichos, seja no mundo dos humanos, é visivelmente tratado com desprestígio, menosprezo, eventualmente com algum grau de misoginia.

Que instinto é esse que elege as mulheres o alvo ideal para extravasar o temperamento bilioso da irmandade facinorosa?

Deixe uma resposta