CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

A EXCELSITUDE DE QUEM É EXCELSO

Recentemente viu-se o Ministro Alexandre de Morais abrir uma linha investigativa para desvendar os autores de críticas dardejadas contra o Supremo Tribunal Federal e seus Ministros.

A partir dessa resolução o Brasil, em desassossego, se perguntava se essa estranha iniciativa não configuraria, de um lado, o chamamento a juízo superior de causa miúda e, de outro, se tal empreendimento não encerra tarefa incaracterística aos encargos regimentais do STF.

Embora as críticas hostis exprimam conduta reprovável, é preciso entender que quanto maior o título nobiliárquico, tanto mais exigível serenidade de espírito para condescender com essas críticas. Isso é preceito que vige no imaginário popular: quanto mais douto mais insuscetível a enfados e importunações.

A crítica pode até ser “matrona azeda de óculos preto e palmatória”, mas não é bisturi. Isso de amofinações e agastamentos fica para os tenros, os recentes, os juvenis melindrosos. Se há pessoas em bagatela para maldizer o STF, há miríades de outras para bendizê-lo. (“{…} bendizei os que vos maldizem”{…}).

Arreliar-se ou esgrimir contra o vento por causa de pessoas que, eventualmente, timbram a face do STF com esta ou aquela vilta é algo que não assenta à dignidade de quem tem preeminência e verniz grosso e que, sobretudo, desfruta de competência, por todos proclamada, e notoriedade consagrada pela história.

Este breve enunciado, respeitoso como deve ser, não encerra impertinência, sequer desacato; exprime zelo em favor da excelsitude de quem é excelso, cuja estatura moral e doutoral sobre-excede os demais órgãos judiciosos.

Resguardar a imagem e a magistratura da douta Casa é proteger o orgulho que os brasileiros nutrem por ela.

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