CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

A INTEMPERANÇA DAS SUAS EMINÊNCIAS

Sucintamente, para não repisar o que todos já sabem: Alexandre de Moraes manda prender jornalista; Gilmar Mendes adjetiva as forças armadas de homicidas; o desembargador Siqueira, num acesso de descompostura convulsiva e gritada, engalana de humilhação, dos pés à cabeça, um modesto servidor público enquanto este desincumbia-se do seu dever funcional. Essas rudezas, recorrentes, praticadas com tanta ênfase e intransigência, insta os brasileiros a crer que esses membros do judiciário se julgam pontífices máximos, intangíveis, como, aliás, fora Júlio César. (Este proclamou-se deus e fechou o senado).

Esses modos arrevesados, sobremaneira os que detraíram o humildado agente público municipal, não imprimem cunho ao Poder Judiciário, mas conspiram contra a grandeza e as cores desse poder.

Além do coronavírus, que deixa os brasileiros angustiados. Além da escassez de empregos, que impõe desesperança. Além da violência, que atemoriza, agora, rotineiramente, surge mais uma, que assusta e deprime os brasileiros: os excessos oratórios por parte de graduados do Poder Judiciário, ora menoscabando, ora injuriando trabalhadores ou instituições.

Será que existe alguém, abaixo do céu, aqui mesmo na terra, com poderes para fazer moderar essas intemperanças, sintonizando-as na frequência de um Brasil que anseia por sentimentos de civismo e de brasilidade?

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