CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

GRUDADO AO CARGO ANTERIOR

As literaturas, nos diversos ramos do conhecimento humano, estão pontuadas de sabedoria. É o caso da literatura de Administração, fecunda em ensinamentos sapientes. Nas entranhas dos capítulos que versam sobre os pressupostos gerenciais encontram-se apurados e prestimosos preceitos que acodem na hora de constituir um corpo de gerentes.

Não é raro ver-se organizações públicas e privadas experimentando decepções por terem constatado inadaptabilidades, insanáveis, entre aqueles gerentes do topo que foram pinçados da base da hierarquia, a bem dizer, das áreas operacionais, também conhecidas como pontos de execução ou industriais. Exemplificativamente, pega-se um encarregado de qualquer área (de usinagem, de obra, de máquinas, de contabilidade, etc.) e faz-se dele o diretor administrativo.

Por vezes essa opção se revela malsucedida: perde-se um excelente encarregado e adquire-se um sofrível diretor. É que, ao ascender ao posto de diretor, o ascendido não consegue se desgrudar do cargo anterior; sua mente permanece plugada à tomada da execução.

Esse fenômeno, ao que se pode intuir, parece acometer a pessoa do Ministro, do STF, Alexandre de Morais. Embora ocupante de cargo insigne, de Corte Excelsa criada para altíssimo fins judiciais, de vez em quando sua excelência, o Ministro, desanda para tarefas investigativas, executórias, típicas do cargo anterior, de delegado; não consegue se abster das tarefas pertinentes ao ponto industrial.

Deixe uma resposta