CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PERGUNTINHAS BÁSICAS

Se é verdadeiro que o confinamento reduz os riscos de as pessoas contraírem o coronavírus, pode-se então afirmar que o maior índice de óbitos, consequentes desse vírus, ocorre justamente entre aqueles que deixam as suas casas diariamente para trabalhar nos supermercados, farmácias, padarias, postos de gasolina, oficinas mecânicas, materiais de construção, forças militares e hospitais?

Concausa, pode-se atestar que esses estabelecimentos, classificados como essenciais, estão recrutando e contratando pessoas para preencher as vagas surgidas com esses óbitos?

A lógica que serviu de amparo ao confinamento é a mesma que mandou para as respectivas casas todos (indistintamente) os porteiros de prédios e condomínios do Brasil, incluídas aí as diaristas e empregadas domésticas, ou a regra pode ser excetuada quando houve ameaça de desfalcar os serviçais da classe média e rica, incluso a casa dos profissionais da medicina?

8 pensou em “JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

  1. Eu gostaria de saber um coisa que ninguém divulga: Os infectados estavam em confinamento, trabalhando ou perambulando pelas ruas?

  2. Vocês ainda não sabem que vírus só pega de classe média para cima?

    Pobre não pega vírus, não fica doente, não precisa de saneamento básico, não se preocupa com “qualidade de vida”, não se importa em viver em lugar poluído, e segundo algumas pesquisas altamente científicas consegue viver com R$ 600,00 por mês.

  3. O isolamento social, cantado e decantado pela esquerda e pelos governadores do Nordeste é um embuste. Se “loquidau” fosse a solução não morreria nenhum idoso, principalmente os que vivem em abrigos, casas de repouso etc.

  4. Apenas dois motivos me bastam para recepcionar com alegria as participações dos leitores Romildo, Marcelo Bertoluci e Antônio Turci: todas, inteligentes e hilárias. Nessas horas de tédio e soledade, subproduto do “chinesinho”, todos carecemos de temas risíveis quanto são essas participações desses ledores; transmutam os escombros em humor, o lenimento que tanto buscamos. Irei compartilhá-las com outros leitores.
    Jacob Fortes.

  5. Jacob, se conseguires ficar confinado, absolutamente confinado, sem sair para ir ao supermercado, nem à farmácia, nem para nada, e se puderes não receber nada de fora, nem carta, ou seja, se conseguires ficar absolutamente isolado de tudo, podes estar certo: não serás contaminado pelo vírus Covid 19.
    Como o isolamento total é impossível, mais cedo ou mais tarde qualquer um de nós terá de sair para comprar mantimentos ou remédios, ou de recebê-los em casa, o que impõe contato direto com os entregadores, ou indireto com os produtos que serão entregues, é possível a qualquer um de nós, mesmo estando em isolamento rígido, ser contaminado pelo vírus.
    Quando a pessoa sai de casa, se mora em apartamento já terá sua primeira fonte de contato no ambiente fechado do elevador, no contato com botões, com a mão em corrimãos, E assim por diante, no contato com o pessoal da farmácia, com os produtos em que põe as mãos, com a maquininha de passar o cartão, com o troco do dinheiro – enfim, com centenas ou milhares de contatos que quem está em isolamento “total” mais cedo ou mais tarde terá de fazer.
    Ficas 15 dias em casa, está havendo o lock down, mas acabou o remédio da pressão, a insulina, o ovo, a carne, o feijão, o pão, a manteiga, os legumes, a ração do gato e, não tem saída, ou pedes ou vais comprar: daí, haverá forçosamente alguma fonte de contaminação.
    Contudo, nesse caso do isolamento, alguém há de concordar, as possibilidades de contágio geral, de uma só vez, são bem menores do que se estivessem todos fora de qualquer nível de isolamento, pois no caso da ausência do isolamento as possibilidades de contágio elevam-se ene vezes.
    Disso decorre que acreditar que o isolamento social, acompanhado das medidas preventivas quando o contato é inevitável (uso de máscara, distanciamento, higienização pessoal e de materiais e outros), repito, acreditar que o isolamento social não tem efeito na diminuição, no tempo, da quantidade de infectados, E DE MORTOS, não parece racional.
    Parece verdadeiro que se o sistema de saúde entrar em colapso, pelo adoecimento em massa da população, a perda de vidas seria maior do que os aproximados 3,4% de óbitos em relação aos casos oficialmente positivados.
    Digamos que a porcentagem esteja mais ou menos correta, e pensemos em um quadro absolutamente catastrófico, que seria o Covid 19 contaminar em poucos dias toda a população brasileira, por volta de 220 milhões de habitantes.
    Ainda que pudessem todos ser atendidos nos hospitais, se minhas contas não falham teríamos, de repente, sete milhões quatrocentos e oitenta mil vidas ceifadas.
    Porém, como os hospitais e toda a sua estrutura, leitos, leitos de UTI, respiradores, médicos, enfermeiros, todos os auxiliares, ambulâncias, medicamentos, tudo enfim estaria em colapso absoluto, certamente essa quantidade de brasileiros perdendo a vida superaria em muito esses 3,4%, de modo que poderiam morrer dezenas de milhões de pessoas em poucos dias, ou poucas semanas, ou poucos meses.
    Assim, para defender o fim do isolamento social neste momentos merece argumentos consistentes, além da crença pessoal.

  6. A participação do Goiano exprime autêntica exposição de motivos que merecia, por seu conteúdo bem fundamentado, convincente, ser submetida a apreciação do Ministério da Saúde.
    Jacob Fortes.

Deixe uma resposta para Antonio Turci Cancelar resposta