Foto de Klênio Costa
Cai a chuva no colo do roçado
Germinando o pendão da esperança.
Mote de Vanilson de Souza Silva
Uma prece que chegou ao Pai Eterno
Do roceiro mais contrito do sertão
Faz com que O Divino olhe pro chão
E mande abrir as torneiras do inverno
E o que foi até pouco aquele inferno
Vira logo um recanto de bonança,
Pois a fé quando chega na balança
Pesa mais que o prato do pecado.
Cai a chuva no colo do roçado
Germinando o pendão da esperança.
É daí que a terra entra no cio
Esperando a semente no seu ventre,
A lagoa pede ao sapo que concentre
Mais coaxos no grande desafio,
Os peixinhos desovam pelo rio,
A devota reza mais e não se cansa,
À noitinha, vem a lua e também lança
Um sorriso ao lugar abençoado.
Cai a chuva no colo do roçado
Germinando o pendão da esperança.
