WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

Conheci, pessoalmente, o poeta Daudeth Bandeira em Porto Velho, Rondônia, numa apresentação em dupla com Oliveira de Panelas, no SESC daquela capital.

Salvo engano, o ano era 1996.

Meu pai, Zé Vicente da Paraíba, falava muito nele e do seu talento na criação de poemas e canções e das andanças poéticas que ambos faziam, como consta neste recorte de jornal que está a seguir, do ano de 1975, em Aracaju-SE:

Poetas repentistas na redação de um jornal sergipano, em 1975. Da esquerda para a direita: Neve Branca, Zé Vicente da Paraíba, Pedro Bandeira, Palmeirinha da Bahia e Daudeth Bandeira.

Ao vir morar em João Pessoa, o reencontrei no Quiosque da Poesia, no bairro Oceania, onde poetas, declamadores, músicos e cantores de vários estilos, se encontravam aos sábados à tarde.

Fui ao seu aniversário de 80 anos, muitos poemas, músicas e fotos naquela noite em sua homenagem.

Oliveira de Panelas, este colunista e o poeta Daudeth Bandeira no SESC de Porto Velho, Rondônia, no ano de 1996.

Hoje, sétimo dia da sua partida, presto-lhe uma singela reverência, lembrando da sua pessoa e da sua obra para o Repente e para a música popular nordestina.

Siga em paz, poeta Daudeth!

Este colunista ao lado do poeta Daudeth Bandeira

* * *

Partiu Daudeth Bandeira
Deixando forte saudade!

Mote de Marciano Medeiros

O mastro da poesia
Amanheceu sem o pano
Parte o vate veterano
Da arte da cantoria
Findou-se a sua agonia
Em meio à humanidade
E o passo pra eternidade
Fez a flexão primeira
Partiu Daudeth Bandeira
Deixando forte saudade!

Sua “Nordestinação”
Defendida em Festivais
Entrará para os anais
Da história da canção.
Quem decantou o sertão,
O agreste e a cidade
Inspirará, na verdade,
Uma geração inteira.
Partiu Daudeth Bandeira
Deixando forte saudade!

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