HÉLIO CRISANTO - UMA LUA, UM CAFÉ E UM BATENTE

Foto deste colunista, feita no hospital onde trabalha

Mote do colunista:

Isso nos prova demais
Que só entre os animais
Existe amor verdadeiro

Sem saber que o seu dono
Dias atrás faleceu
Vive assim no abandono
Longe do amigo seu.
Toda manhã ele deita
Fica calado a espreita
Esperando o companheiro
Isso nos prova demais
Que só entre os animais
Existe amor verdadeiro

O seu olhar suplicante
Sem um pingo de malícia
Mostra uma dor lancinante
Como quem pede noticia.
Olha por uma vidraça
Implorando por quem passa
Um aceno derradeiro
Isso nos prova demais
Que só entre os animais
Existe amor verdadeiro

8 pensou em “DUAS GLOSAS

  1. Linda imagem, Hélio Crisanto!

    Lindo amor sincero!

    Linda fidelidade!

    Só nos cachorros se encontra algo igual!

    Uma pergunta: alguém o adotou? Deu o mesmo amor que o dono dava?

    Onde esse amor incondicional está?

    Sua poesia eternizou o vira lata!

    Parabéns pela sensibilidade da captação da imagem!

    • O cão é mais nobre que muita gente . Auxilia em tratamentos de muitos com sua presença . Em S.P. existe a Lei 16.827 de 06/02/2018 ,do projeto de lei 355/17 do vereador do PRB Rinaldi Digilio . C. M. de S.P. A que se ver determinações de autoridades locais. Esta bela poesia enobrece o cão e vice-versa.

  2. Poema e foto muito comoventes, querido poeta Hélio Crisanto!

    Os cachorros são muito apegados ao dono, quando são bem tratados! A tristeza que a foto nos transmite é de cortar coração.

    Parabéns pela postagem! Bom domingo!.

  3. Oh! Violante, a foto nos transmite realmente triste. Tristeza que o poeta eternizou em poesia!

    Torço para que alguém tenha adotado o cachorrinho e dê a ele o mesmo amor e carinho que o dono dava quando vivo era.

    Os cachorros têm um sentimento tão nobre que transmite carinho por todo o corpo quando ama o dono.

    Baste lhe dá comida que ele retribui em amor.

  4. Oi, Cícero! A fotografia do “amigo fiel”, deitado à entrada do hospital, à espera do seu dono e protetor já falecido, tocou a nossa sensibilidade.
    E o grande poeta Hélio Crisanto eternizou essa cena, com seus versos bonitos e pertinentes. Parabéns para ele!

    Grande abraço, querido Cícero.

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