CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

QUEM ROUBA UM POETA POBRE

Hoje um ladrão sem futuro
Invadiu a minha a casa
Levou um ferro de brasa
Um galo do pé do muro
Um pedaço de pão duro
Levou dentro de uma saca
Até da minha bruaca
Sumiu um cordão de cobre
“Quem rouba um poeta pobre
Vendo Jesus mete a faca”

De novo o mala sem alça
Do roubo não se contenta
Levou duzentos cinquenta
Do bolso da minha calça.
Com a sua conversa falsa
Esse bandido malaca
Levou a minha casaca
Mas a sua mãe encobre
“Quem rouba um poeta pobre
Vendo Jesus mete a faca”

Aproveitou o escuro
Esse ladrão desgraçado
Deixou o fogão ligado
Na panela fez um furo
Depois cagou no monturo
Só pra deixar a inhaca
Esse ladrão priziaca
A polícia não descobre
“Quem rouba um poeta pobre
Vendo Jesus mete a faca”

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