JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

A luva disse à mão
Fazendo-lhe um pedido:
“Se encontrar pelo chão
Algum corpinho caído
Preste alguma atenção
Não olhe com má vontade
Nem passe com brevidade
Pode ser que seja o meu
Que por ter tanta saudade
De saudade esmoreceu.”

6 pensou em “HÁ DIAS QUE NÃO TE VISTO”

  1. Ia o mundo, lá naquela época cavernícula muito bem na relação hetero afetiva (hormônios em ebulição e a natureza perpetuava a espécie, pois vem de longe o rala e rola; alguns afirmam que a sacanagem é obra de uma “evística” maçã).

    O cabra agarrava a bela pelos cabelos, arrastava para dentro da caverna e consumava a união em uma trepada homérica (ou nem tanto, pois ejaculadores precoces são coisa bem antiga).

    Dez anos, dez filhos e doze pessoas tentando salvar-se da fúria dos T REx, uns monstrinhos muito mal humorados.

    Aí surgiu um cabra a fazer versos e a falar de amor, de saudade, de sofrência. E as mulheres passaram a sonhar com príncipes encantados e a suspirar por cada verso, por cada rima…

    É, meu caro, o poeta INVENTOU o amor…

    Sol, poesia e Káthia ao piano formam um trio perfeito para este final de manhã domingueira,
    ,

  2. Parabéns pela beleza dos versos, “HÁ DIAS QUE NÃO TE VISTO”, prezado poeta Jesus de Ritinha de Miúdo!
    Adorei!

    Uma ótima semana!

  3. Tenho um par de botas daquelas de inverno polar que quase nunca visto nem avisto. A bichinha tá toda encalacrada e embolorada. Dei uma olhada nela um dia desses e calcei só por pena, p’ra ela não se acabar. Pensei: seu velho companheiro par de botas não merece que seja assim, faça-o renascer. Quem sabe uma viagem com uma boa meia de lã, macia e gostosa e botando as botas a correr sete léguas de prazer?

    • Na praia eu caminho descalço, moça, e tanto prazer sinto nesse exercício, que volto sempre que posso às mesmas areias.

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