MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

Walter Edward Williams (1936-2020), foi um economista, comentarista e acadêmico americano

Democracia e liberdade não são sinônimos. A democracia é apenas a irracionalidade das multidões; a liberdade é a soberania do indivíduo.

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Os especialistas da elite intelectual substituíram aquilo que funcionava por aquilo que “soava bonito”. A sociedade era muito mais civilizada antes dos intelectuais assumirem o controle de nossas escolas, nossas universidades, nossos programas sociais, nossas polícias, nossos tribunais. Já passou da hora de descartarmos essas pessoas e retornarmos ao bom senso.

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Os multiculturalistas e proponentes da diversidade estão corretos quando dizem que pessoas de todas as raças, religiões e culturas devem ser tratadas igualmente aos olhos da lei. No entanto, todo o argumento deles se esfacela quando eles próprios afirmam que determinadas culturas não podem ser julgadas de maneira crítica.

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A minha definição de justiça social é a seguinte: o que eu ganho com o meu trabalho é meu, o que você ganha com o seu trabalho é seu. Discorda? Então me diga qual parte daquilo que eu ganho é sua, e por quê?

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Algo que é considerado imoral quando feito individualmente se torna moral quando feito coletivamente? Basta uma lei para estabelecer a moralidade? A escravidão era legal. Os confiscos stalinistas eram legais. A perseguição dos nazistas aos judeus era legal. O apartheid na África do Sul era legal. A legalidade tornava esses atos morais? Claro que não. A legalidade, por si só, não pode ser o talismã das pessoas morais.

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O teste definitivo para se saber o comprometimento de uma pessoa para com a liberdade de expressão é ver se ela permite que outras pessoas digam coisas que ela considera profundamente ofensivas, seja sobre raça, gênero ou religião. Não é mérito nenhum chamar de “liberdade de expressão” a vocalização apenas daquelas ideias que nos agradam.

Infelizmente, o que temos hoje é uma defesa assimétrica da liberdade de expressão: aquilo que me agrada é lícito, aquilo que me ofende deve ser proibido. Ou a liberdade de expressão é absoluta, ou ela não existe.

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Um estabelecimento que proíbe a entrada de negros é tão válido quanto um que proíbe a entrada de brancos. Um estabelecimento que proíbe a entrada de homossexuais é tão válido quanto um que proíbe a entrada de heterossexuais. Um estabelecimento que proíbe a entrada de judeus é tão válido quanto um que proíbe a entrada de neonazistas.

O verdadeiro teste para determinar se um indivíduo é sinceramente comprometido com a defesa da liberdade não está em ele permitir a liberdade de uma maneira que ele aprova. O verdadeiro teste ocorre quando ele permite às pessoas serem livres de maneiras que ele considera desprezíveis.

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Tentativas de tornar as pessoas iguais por meio de alterações nas leis produzem resultados que destroem a civilidade e o respeito pela lei. O governo só pode criar uma vantagem para uma pessoa se, ao mesmo tempo, ele criar uma desvantagem para outra pessoa.

1 pensou em “FRASES ALHEIAS – AS IDÉIAS DE WALTER WILLIAMS

  1. Marcelo,
    Último Tango em Paris

    Não resisiti e pincei o que mais me chamou a atenção por casar direitinho com o que penso: O teste definitivo para se saber o comprometimento de uma pessoa para com a liberdade de expressão é ver se ela permite que outras pessoas digam coisas que ela considera profundamente ofensivas, seja sobre raça, gênero ou religião. Não é mérito nenhum chamar de “liberdade de expressão” a vocalização apenas daquelas ideias que nos agradam.

    Sempre disse aos que me rodeiam que é legítimo não gostar de tudo ou de todos os que a turma do politicamente correto aplaudem (Os “especialistas” da elite intelectual substituíram aquilo que funcionava por aquilo que “soava bonito”, escreve Walter Edward Williams).

    Inclusive sempre AFIRMO que há abissal diferença entre dizeres e ação.

    Vejo muitos comentários (infelizes e às vezes tirados do contexto) levarem pessoas antes aplaudidas serem execradas por uma opinião, mesmo que as ações dessa pessoa nunca tenham prejudicado efetivamente a ninguém e o mesmo ocorrendo ao contrário: pessoas com belos discursos e ações execráveis.

    Exemplifico: Um padrasto diz amar uma mulher e uma criança. Ao viver sob o mesmo teto “mata a criança de porrada”. (há diversos, polêmicos e recentes casos para centenas de iguais exemplos).

    Um ótimo final de semana a este Bertoluci, um tiquinho mais brilhante que o outro, o cineasta Bernardo. Talvez o que os separe seja que o primeiro seja fubânico e o outro margarínico.

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