CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

TEM AUMENTADO, CONSIDERAVELMENTE, O NÚMERO DE MULHERES ENVOLVIDAS EM CRIMES CONTRA O DINHEIRO PÚBLICO

Elas poderiam ser denominadas de ladras de colarinho branco, uma vez que pertencem à classe média alta (algumas até à alta), possuidoras de diploma universitário, vá ver que até mais de um, casadas com figurões da política e do empresariado. Não raro, como no caso recente do senador José Serra, há a cumplicidade de filha do acusado.

Curiosamente, difícil entender a razão, sempre que me deparo com uma notícia de uma mulher denunciada por esse crime, me vem à mente aquela expressão francesa “cherchez la femme“, que, em nosso idioma, quer dizer “procurai a mulher”; ou, em linguagem mais coloquial, mais popular, “procurem a mulher”.

Uma frase que não vem do anonimato, ao contrário de tantos ditos populares, mas da boca de um policial da peça de Alexandre Dumas, pai, “Os Moicanos de Paris”. Foi dita pela primeira vez no remotíssimo ano de 1864, quando ela estreou em Paris.

Com o significado de que se deve sempre ir atrás de uma mulher, para se decifrar o enigma de um crime, a expressão migrou para o restante do mundo; tornou-se presença obrigatória em diversos romances policiais de várias nacionalidades; e não é de todo improvável que tenha sido cooptada pelo cinema – isto é, nos filmes do gênero “noir“, nos quais um dos postulados básicos exige a presença da “femme fatale“, mais uma de outras tantas expressões exportadas da França.

Apesar de sua natureza inegavelmente machista.

2 pensou em “FRANCISCO SOBREIRA – NATAL-RN

  1. Sou do tempo em que se via a mulher (Mãe, esposa, filha) irem atrás de seus filhos, maridos, irmãos para evitar que fizessem besteira, se metessem em brigas, confusões, roubos, etc. Era comum ver a mulher botando seu vagabundo pra dentro de casa. Hoje em dia elas são parceiras do crime, participam, comandam, escondem, apoiam.
    Quantas vezes vemos a polícia ir atrás de bandido para prender e lá vem a mulher gritando feito uma doida defendendo o traste, xingando a polícia, filmando e ameaçando colocar o vídeo na net e até avançando sobre os policiais.

  2. “Na vingança e no amor a mulher é mais bárbara do que o homem.” – Friedrich Nietzsche

    Se o bigodudo vivesse nos dias atuais, no aforismo também incluiria o roubo.

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