Lá, sob um claro céu de azul-turquesa,
onde o sol seu tesouro em luz descerra,
Lá fulge a legendária Fortaleza,
Como um raro brilhante sobre a Terra.
Como um sacro penhor da Natureza,
Como um beijo auroral que a vida encerra,
Longínqua e bela, a lânguida princesa,
Arfando o peito, geme e os olhos cerra.
Porque nos batem temporais medonhos
E tivemos no mundo a mesma sorte,
O casta Fortaleza dos meus sonhos,
Meu derradeiro e desvelado anseio
É ter a paz na comunhão da Morte,
Dormindo em sete palmos do teu seio …
Saiba quem foi Raimundo Varão clicando aqui
Bela poesia e histórico.
Gostei do soneto sobre Fortaleza e do artigo sobre Raimundo Varão, acessado via link no final da postagem.
Excelentes!