PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

Lá, sob um claro céu de azul-turquesa,
onde o sol seu tesouro em luz descerra,
Lá fulge a legendária Fortaleza,
Como um raro brilhante sobre a Terra.

Como um sacro penhor da Natureza,
Como um beijo auroral que a vida encerra,
Longínqua e bela, a lânguida princesa,
Arfando o peito, geme e os olhos cerra.

Porque nos batem temporais medonhos
E tivemos no mundo a mesma sorte,
O casta Fortaleza dos meus sonhos,

Meu derradeiro e desvelado anseio
É ter a paz na comunhão da Morte,
Dormindo em sete palmos do teu seio …

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