VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

Hoje, 29 de junho, a Igreja Católica celebra o dia de São Pedro e São Paulo, última data religiosa festiva deste mês. Esta data marca o encerramento dos festejos juninos.

O mês de junho é um mês abençoado, com celebrações religiosas e alegres, em louvor a Santo Antônio (13/06), São João (23/06) e São Pedro (29/6), com direito a festas populares, e à beleza das tradicionais quadrilhas, folguedos, fogos e fogueiras.

Junho é o mês mais alegre do ano, e mais esperado, por suas festividades divertidas, com as famílias reunidas nas calçadas, comidas de milho à vontade, e brincadeiras amenas, sem a violência, bebedeira e luxúria das festas de carnaval.
Em Nova-Cruz (RN), minha terra natal, as fogueiras das noites de Santo Antônio (13/06), São João (23/06) e São Pedro (29/06), aquecem as noites frias de junho e embelezam as ruas.

A pureza das festas juninas não se compara com o que acontece no período de Momo nas grandes cidades.

Não há termos de comparação de junho com fevereiro, o mês do Carnaval, quando as festas são marcadas pela bebida, luxúria e violência, e onde se esbanja muito dinheiro público nos desfiles das escolas de samba.

As festas juninas, tradicionalmente populares, normalmente são “sadias” e saudáveis, marcadas por uma leve conotação religiosa, uma vez que nelas são cultuados santos, como Santo Antônio (13/6), São João (23/6) e São Pedro (29/6), e sem a violência, a bebedeira, e a luxúria espalhadas nas festas de Carnaval.

Repisando, junho é um mês abençoado, uma vez que homenageia três santos cultuados pela Igreja Católica: Santo Antônio, São João e São Pedro.

As festas juninas são bem mais simples do que as festas carnavalescas, quando, na sua maioria e nos ambientes mais ricos, ao que se sabe, reinam bebidas, e coisas mais pesadas.

Quem fecha o período de comemorações juninas é São Pedro, ladeado por São Paulo, por decisão da Igreja Católica.

São Pedro foi um dos apóstolos mais chegados a Jesus, e Paulo foi um dos pregadores mais importantes do Cristianismo. Talvez por esse motivo, os dois santos sejam celebrados na mesma data, 29 de junho.

O dia de São Pedro é marcado, no Calendário Litúrgico do Cristianismo, como o dia mais importante da Igreja Católica. Nessa data, se celebram duas figuras fundamentais do período do surgimento do Cristianismo, São Pedro e São Paulo.

Os dois santos, São Pedro e São Paulo, são considerados os mais importantes dentro do Catolicismo, tendo sido os dois, Sacerdotes que contribuíram, no século I, para o crescimento do Cristianismo no mundo romano.

Dessa forma, são celebrados juntos, por conta da importância que tiveram para o Catolicismo.

Paulo só se converteu depois de perseguir os cristãos.

São Pedro é considerado o primeiro Papa da Igreja Católica e São Paulo, depois de sua conversão, passou a ser considerado um grande líder espiritual da mesma Igreja.

A celebração a eles se junta às celebrações juninas que acontecem ao longo de todo o mês de junho na tradição Católica.

São Pedro e São Paulo, dois sacerdotes distintos, no Catolicismo são celebrados no mesmo dia 29 de junho. Isso se atribui ao mencionado fato de que as relíquias de ambos teriam sido transportadas nesse mesmo dia.

Outros pesquisadores defendem que a data levaria em consideração o dia em que ambos os santos foram martirizados pelo Império Romano.

Existem também alguns historiadores que alegam que o dia 29 de junho era marcado por uma celebração para Rômulo e Remo entre a população romana pagã.

Colocar a festa das duas figuras mais importantes para a consolidação do Cristianismo no mundo romano, seria uma forma de enfraquecer a celebração pagã.

Repisando, São Pedro e São Paulo são considerados fundadores da Igreja Católica.

Tanto São Pedro quanto São Paulo são figuras extremamente importantes na história do Cristianismo. Ambos são considerados fundadores da Igreja Católica e foram essenciais para o crescimento do Cristianismo, no século 1 d.C.

São Pedro foi um discípulos de Jesus e o primeiro a reconhecer que Jesus era o Messias. Ele era um pescador que atuava no Mar da Galiléia, sendo chamado inicialmente de Simão. Adotou o nome de Pedro, depois que passou a seguir Jesus Cristo.

Pedro é considerado o primeiro Papa e fundador da Igreja Católica, com base numa fala de Jesus.

Em Mateus 16:18, o texto bíblico diz: “E também eu te digo que tu és pedra e sobre esta pedra edificarei tua Igreja”.

Esse texto demonstra que Pedro foi determinado diretamente por Jesus como o seu sucessor e líder da sua Igreja. Pedro também ficou marcado por ter negado Jesus por três vezes, após Jesus ter sido preso pelos romanos.

Ele se arrependeu de sua ação e seguiu pregando a mensagem de Jesus, sofrendo intensa perseguição por isso, uma vez que o Cristianismo em seus primórdios era uma religião perseguida pelas autoridades romanas. Foi a Roma para pregar o Cristianismo e lá foi capturado e martirizado em algum momento, entre os anos de 64 e 67.

São Paulo, por sua vez, também conhecido como Paulo de Tarso, foi um dos mais importantes seguidores do Cristianismo naquele período.

Inicialmente, São Paulo se dedicava a perseguir os cristãos, que ele considerava de uma seita religiosa que deveria desaparecer.

No entanto, a tradição cristã conta que ele se converteu após ter tido uma visão de Jesus, depois de ter ficado cego, em decorrência de uma luz ofuscante, vinda do Céu, que atingiu seus olhos, no deserto da estrada de Damasco.

Nesse momento, Paulo, ou Saulo, como Jesus o chamava, passou a ouvir a voz de Jesus:

– “Saulo, Saulo, por que me persegues?” E Saulo perguntou: “Quem és tu?”
Jesus respondeu:

– Eu sou Jesus, a quem você persegue. – “Levante-se e entre na cidade, e lá lhe será dito o que você deve fazer.”

E ao ser curado da cegueira, Paulo (ou Saulo) converteu-se ao Cristianismo.

Após Paulo se converter, tornou-se um dos maiores pregadores do Cristianismo em seu tempo. Realizou inúmeras viagens missionárias, levando o Cristianismo para diversas partes do território sob domínio romano. Acabou sendo preso pelas autoridades romanas na cidade de Roma e lá foi decapitado em 67 a.C.

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