ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

Esta semana estive assistindo a uma palestra do professor Elidio Estanque da Universidade de Coimbra que falava sobre as perdas de identidade da Europa, no geral, e de Portugal, em particular, apontando a estagnação econômica, a falta de perspectiva das gerações mais novas, a rarefação da demografia, com as pessoas tendo menos filhos, o alto índice de desemprego e a fragmentação cultural e identitária daquelas nações.

Fiz alguns questionamentos, principalmente naquela parte teimosa que fica pendurado no pensamento universitário: a louvação do socialismo como caminho para o paraíso e a demonização das sociedades livres. Apontei a ele, uma vez que ele citou Hugo Chavez e Lula, que o socialismo levou a Venezuela a uma tirania e o petismo levou o Brasil a uma ladroeira sem paralelo na história da humanidade. Mas, o cerne da questão eu reservei para os leitores fubânicos, porque naquela reunião eu iria levantar temas que não eram aderidos à aula. E, tema que busco explicar o motivo do título deste “arrazoado”, como diria o doutor Clarimundo Luciano.

Eu, particularmente, acredito que nosso mundo está precisando de uma guerra, mas uma guerra convencional – isso infelizmente não vai ocorrer -, dessas em que soldados vão para campo de batalha, haja movimentação de blindados, de carros de combate, de soldados com fuzis, obuses, canhões, morteiros, cheiro de pólvora, etc. Essa guerra utópica, com certeza faria um bem para a humanidade, mexeria com valores absurdos e posições de tiranetes, além de lavar a alma, de maneira necessária, das pessoas, a fim delas relembrarem o motivo de estarem neste planeta.

Uma guerra, qualquer guerra é, em si, um horror e uma violência sem medidas e que nos brutaliza, nos avilta e nos coloca abaixo dos seres mais peçonhentos que possam existir. Mas a guerra que desejo na atualidade, a vejo como necessária. Isso porque, apesar de ser um exercício fútil, faria com que comparássemos as duas grandes guerras do século XX, e, talvez, num lampejo de racionalidade, o ser humano abandonaria muitas besteiras perniciosas que cria, amamenta e tenta impor a quem não concorda com ele.

Assistindo ao filme Matrix, o último da trilogia, se me alembro de um aspirante a soldado que chega a um capitão e pede alistamento. O capitão pergunta a idade dele e tem como resposta “19, senhor!”. O capitão ri com o canto da boda e responde que, se ele tiver 14 é muito. Ao que o candidato responde que tem quinze. O capitão manda ele ir embora, afinal aquilo é uma guerra, e só maiores de 18 podem se alistar. O menino então diz, firmemente que, para as máquinas que estão vindo matá-los, ter 14, 15 16, ou 19 anos não tem a menor importância. Se eles não lutarem, todos vão morrer da mesma forma. Argumento irretocável e irreparável.

Voltando à História, faz-me lembrar de que, nas duas grandes guerras do século passado, meninos de 17, 18 e 19 anos se alistavam. Há, até mesmo, relatos de garotos de 16 anos que, com ajuda de cartórios locais, alteravam a data de nascimento para que eles pudessem se alistar. Não obviamente no Brasil. Isso eu li em um livro chamado Berço de Herói, sobre a 556ª Brigada Paraquedista dos Estados Unidos. O capitão, o mais velho de todos, tinha 26 anos, e os mais ousados soldados, descobriu-se mais tarde, não tinha mais que 17 anos. Quando as autoridades militares americanas souberam, tentaram afastar o garoto, mas depois de lerem a ficha de combate o agraciaram com a Medalha de Honra, pois era o mais bravo, o mais destemido e o mais ousado no campo de batalha.

Nessa mesma obra, conta a história de um cabo pacifista, que nunca levantou uma arma e, aos 19 anos rendeu um batalhão de 200 soldados alemães sem dar um único tiro. Quando foi preciso atirar, só ele abateu cerca de 350 alemães no campo. Terminou a vida como pastor presbiteriano, pacifista e tentando esquecer o horror que foi a guerra.

Mas ainda assim, por que eu quero guerra? Quero guerra porque precisamos dela, mais do que imaginamos. Vejam. Uma guerra convencional hoje, acabaria com essa bobagem do “palavras machucam”. Essa coisa frouxa, feminilizada, covarde, omissa de que você não pode falar a verdade, porque isso machuca a sensibilidade de uma geração mimada, infantilizada e criada para ser melindrosa. Uma geração que, sinceramente, temo de que possa, um dia, assumir as rédeas dos destinas da humanidade. Aliás, como diz nossa colega Renata: o meu medo é saber que essa geração vai se reproduzir!

Essa guerra que eu tanto almejo vai colocar à prova os grupos gayzistas e gayzentos da vida que possuem um voluntarismo agressivo, uma atividade que chega a beirar a ofensa contra aqueles que não concordam, ou não aceitam suas pautas de agressão e vilipêndio a fundamentos contrários aos deles. Gostaria de ver esse grupo na frente de batalha, segurando no pau de fogo e ter esse mesmo ardor militante contra valores da família, da fé alheia e de valores culturais com as quais não concordam.

Gostaria de ver a turma feminazi que odeia o homem, prega a falta de higiene como sendo algo natural e até comum, tendo que ir para o campo de batalha – afinal isso também é igualdade -, ou servir na indústria no esforço de guerra. A história nos conta que, durante o conflito contra o nazifascismo, as mulheres saíram de casa e foram construir aviões, navios, bombas, armamentos. Até mesmo a rainha Elizabeth II participou do conflito como motorista de ambulância e mecânica de automóveis.

Gostaria de ver as feministas de suvaco peludo, perna cabeluda, cabeça raspada, ou multicolorida, que não gosta de tomar banho e acha que ficar menstruada sujando a roupa em público é uma forma de protesto contra o “patriarcado” reivindicar o mesmo direito de ir para o combate. Pode até parecer um contrassenso, mas para fazer isso elas vão ter que provar que são mulheres de verdade, como muitos soldados americanos mulher fizeram nos campos de batalha no Iraque e no Afeganistão. Nossas feministas, infelizmente, são apenas bonecos de mamulengo de uma ideologia perversa, a serviço da destruição da família e da própria mulher.

Gostaria de ver essas diversas ONG’s, e até mesmo aquelas duas meninas chatas, a Greta Thumberg e a tal da Malala – eu a chamo de Malala sem alça -, que pregam o desarmamento, mas só andam com seguranças armados, querem ditar regras de preservação de meio ambiente mas esquecem, no caso da Greta que o país dela produz 60% de sua energia com combustível fóssil, e a Malala esquece que o pais dela possui 90% da população sem água tratada, terem que escolher, entre defender a liberdade e ir lutar por ela, ou se vão continuar nessa hipocrisia de botequim deitando regra, mas se omitindo de começar, por elas mesmas essas mudanças.

Gostaria de ver esses melindrosos que, por qualquer coisa se ofendem, se revoltam. Pessoas que não tem cérebro suficiente para rir de uma piada, de um gracejo, que possuem um semblante sombrio, tristes e frustrados e querem que todos sejam iguais a eles, terem que ir para o campo de batalha e conhecerem o que é a dor, o desespero, a infâmia e o aviltamento, de verdade e não essas bobagens que eles elegem como ruim, mal, ou absurdo.

Infelizmente, para este caeté velho, analfabeto e tacanho, isso não vai acontecer. O que temo, é que esse tipo de gente se imponha sobre os diferentes, sobre quem pensa e julga de outra forma, tornando-se tiranetes, ditadores e condutores de uma humanidade que será proibida de rir, falar, ou pensar diferente deles. Nesse caso, uma guerra será mais do que desejável, será imprescindível para que mantenhamos nossa liberdade.

9 pensou em “EU QUERO GUERRA

  1. Em momentos de estagnação econômica, as guerras surgiram para alavancar a economia. Caeté bom da porra esse Roque. Acaba de dar o primeiro tiro

    • Denis Diderot… o grande enciclopedista.

      Só espero não ter que limpar o salão, desligar as luzes e arrumar as cadeiras depois dessa higienização necessária.

    • Adônis…. será que tem algum asteroide dando bobeira aqui por perto do planeta? dar um resset seria interessante na altura do campeonato.

  2. Opinião minha .
    Interessante o texto , quando não levado ao pé da letra.
    Uma guerra tem um preço absurdo , material e humano. Castiga apenas inocentes principalmente mulheres ( mães ) . Ao longo dos tempos tivemos várias . Nunca consertou coisa alguma.
    Mas forçou o aperfeiçoamento técnico de muita coisa, sem dúvida.
    Os crimes que ela proporciona são muitos e no final de qualquer julgamento apenas alguns (supostamente os líderes ) são punidos se estiverem vivos ainda .
    Os executores das barbaridades , ficam livres.
    Quanto a população , ao que se diz o mundo está desacelerando o crescimento populacional. Parece-me que apenas a parte mais inculta continua a pôr seres no mundo para sofrer. Ai sim é preciso uma guerra do estudo ,do saber contra a vilania. Com leis internacionais duras , com investigações eficientes, verdadeiras e não dirigidas .
    Mas há controvérsia .

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