DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

uma dúvida é meu tormento
e findo por não saber
qual é o maior sofrer
que machuca o pensamento
qual o maior sofrimento
que o caba pode aguentar
quando aflora o chorar
e se acaba o sorrir
se é ficar querendo ir
ou ir querendo ficar.

Xico Bizerra

Amigo vou lhe dizer
Preste bastante atenção
Das dores do coração
Não cabe se maldizer
Só tempo pra resolver
Não vale a pena chorar
Eu posso até me lascar
Porém morro sem pedir
Pr’ele ficar e não ir
Ou não ir, querer ficar.

Dalinha Catunda

quem souber me diga agora
não me deixe sem resposta
quando o caba um dia gosta
gosta tanto que até chora
e seu amor vai embora
ele fica a lamentar
sem saber pra quem rezar
sem noção a quem pedir
pr’ela ficar e não ir
ou não ir, querer ficar

Xico Bizerra

Quando um amor vai embora
Um outro amor logo vem
Nos braços de outro alguém
Nosso instinto colabora
A vida logo melhora
Paixão é para passar
Quem vai, perde seu lugar
Não adianta insistir:
Pr’ele ficar e não ir
Ou não ir, querer ficar

Dalinha Catunda

O problema é que ela indo
A gente fica sozinho
E sem amor, sem carinho
O ‘hômi’ termina caindo
Sem vergonha, vou pedindo
Pra ela ficar e não ir
E eu chorando, sem rir
Sei que vou me lascar
Se ela não quiser ficar
Nem adianta outra vir

Xico Bizerra

Eu só quero quem me quer
Disso sabe quem me atura
Não é qualquer criatura
Que conhece meu mister
Sou parceira sou mulher
Mas não sou de me iludir
Se meu parceiro partir
Pranto não vou derramar
Se ele não quiser ficar
Vou achar quem queira vir

Dalinha Catunda

Pior é que na minha idade
Quase tudo anda mole
Quase nada ainda bole
Uma infelicidade
Aqui na minha cidade
Ninguém comigo quer nada
Sem mulher ou namorada
Nem posso me divertir
Se essa mulher partir
Minha sorte está lançada.

Xico Bizerra

Amigo, pra pé doente
Um chinelo velho tem
Quando a dona idade vem
Tudo fica diferente
Um cabra polivalente
Sempre brilha até o fim
E dá mingau ao soim
Porque sabe arquitetar
E vê a cobra fumar
Enquanto a sorte diz sim.

Dalinha Catunda

Quem me dera acreditar
Em tudo que você diz
Quisera ser aprendiz
E saber arquitetar
Todo o bem e o mal que há
Nessa vida não brilhei
E até atrapalhei
O brilho que outros tem
E como ninguém mais vem
Desisti e me mandei

Xico Bizerra

O bom da vida é viver
A vida como ela é
Horas grudados na fé
Já outras a se entreter
Versos tentando fazer
Pra não perder a mania
Pois nos braços da poesia
É Sempre tempo de luz
E a palavra que reluz
Ilumina nosso dia.

Dalinha Catunda

18 pensou em “EU MAIS XICO NO FUXICO

    • *
      Eu só bato em cabra frouxo
      E metido a bom de bunda
      Que só entra na peleja
      Para fazer barafunda
      Comigo não tem fricote
      Da língua faço chicote
      Porque minha rima abunda.
      DC

  1. Dalinda e poetas . os versos não deviam terminar com ” Pr’ele ficar e não ir
    Ou não ir, querer ficar.” ?

    é uma pergunta de um ignorante no tema .

  2. Eita povo bom danado
    nem sei se sou merecido
    pelejando com a Dalinha
    meu verso fica crescido
    sempre aprendo mais um pouco
    e meu poema ‘mei’ louco
    fica amadurecido
    XB

    Obrigado a todos pela generosidade dos comentários.

  3. Eita, que coisa mais linda, Dalinha e Xico na Peleja, !

    Poetisando a beleza, o amor e a ventura, afastando a amargura
    e finalizando a tristeza…,

    “EU MAIS XICO NO FUXICO”, esperança só nos trouxe. Que 2022, nos traga dias mais doces!…

    Parabéns grandes poetas Dalinha Catunda e Xico Bizerra pela beleza da Peleja, e obrigada pela alegria proporcionada aos leitores!

    FELIZ 2022! Muita Saúde, Inspiração e Paz, aos queridos poetas!

  4. Foi grande a repercussão
    Desse nosso pelejar
    Com Dalinha é muito fácil
    Ela sabe poetar
    Inda que me falte rima
    Com ela vai sobrar clima
    Pr’esse nosso versejar
    XB

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