DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

Sempre gostei de viver
Confesso que sou feliz,
E alguma coisa me diz
Que tenho razão pra ser,
E vou até lhe dizer,
Mas não espero que aprove:
Eu já fiz sessenta e nove
Gostei, mas fiquei atenta…
Ano que vem é setenta!
É o tempo quem nos move…

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  1. O poema de Dalinha Catunda é um excelente exemplo da irreverência típica da literatura de cordel e do humor nordestino.

    A autora utiliza a métrica e a rima para brincar com a expectativa do leitor diante de mensagem criativa e de duplo sentido.

    O poema é um texto curto, mas muito sagaz, que usa a malícia popular para celebrar a longevidade com muita graça!

    Sobre não esperar aprovação, chegar em excelente forma aos 69 anos (ou qualquer idade) deve ser motivo de orgulho e leveza, e não de peso ou tabu e, quanto a isso, censurar ninguém se atreve.

    Parabéns para a colunista pelos 69 anos e que ela tenha, no ano que vem, uma excelente entrada nos 70.

    E que continue nessa trajetória marcante por muitos anos.

  2. Pingback: IRREVERÊNCIA DA LITERATURA DE CORDEL | JORNAL DA BESTA FUBANA

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