XICO COM X, BIZERRA COM I

Você é minha última estrela num céu delas desabitado. Entardece-se lentamente até que eu descubra o rumor noturno se achegando, lentamente, descalço e com as vestes próprias do dormir. Traz-me o escuro das noites que sonhei para, depois da negritude, acordar-me bolero suavizando uma festa de rock in roll. E aí, enfeita meus ouvidos com zumbidos, gemidos e zoadas que só os animais amantes produzem, quando no cio. Que a noite seja preguiçosa e se demore a ir embora, fazendo-nos companhia e insistindo em dizer que o amor está nas noites e dias de quem se dispuser a amar, que o carinho é apenas um complemento nas tarefas da bem-querença. Que continues estrela nesse meu céu, ou lua acesa quando o instante fugaz do prazer pensar em dizer até logo.

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2 pensou em “ESTRELA NUM CÉU SEM ESTRELAS

  1. Xico,

    Mais um poema-prosa de sua leva que me deixa suave como uma soneca à beira do rio, junto a um pé de caju carregado de frutos.

    Valeu, meu irmão!

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