
Jovem correndo – “escapou fedendo” de agressão
Ausente desde 1967, faço hoje uma “visita” ao meu Ceará, mais propriamente Fortaleza, cidade que me acolheu nas melhores e mais construtivas fases da vida. Não. Não estou presente fisicamente – e bem que gostaria!
Visito e relembro os bons tempos.
Quando mudei para o Rio de Janeiro, tive dificuldades na adaptação – no fundo, eu ainda não me acostumara a ouvir um linguajar diferente daquele com o qual convivia antes, em Fortaleza.
Falar ou escrever no idioma japonês ou hebraico, sem entende-los, é a mesma coisa que pescar num rio, de caniço, sem isca. Coisa infrutífera.

Texto escrito no idioma japonês

Texto escrito em hebraico
Falar a mesma coisa, com palavras diferentes. Essa é a nossa diversão que se torna difícil ao mesmo tempo. Atravessando o Atlântico e chegando em Lisboa, vamos saber que, quem entra na “bicha”, estará entrando na “fila”. Lá, quem se aproxima de um “paneleiro”, estará se aproximando de um “baitola” que, no Brasil é o frango, veado, qualhira, fresco e até xibungo. Os do meio e coloridos estão tentando unificar, pregando pelo uso de “gay”. Mas, no fim, todos gostam de “queimar a rosca”.
Pois, saiba aquele que ainda não sabe, que, “escapar fedendo” de algo, é, também, ficar livre do que parecia inevitável. Coisa de cearense, com vários significados e sentidos. Empatar um jogo de futebol nos minutos finais do acréscimo garantido pelo Árbitro, é a mesma coisa que “escapar fedendo” da derrota!
O chulo entra em campo e afirma que “bater uma bronha”, é a mesma coisa que se masturbar.
“Tirar pino” dentro do ônibus ou qualquer lugar, hoje é conhecido como importunação, assédio, e chega ao Maranhão como “saliência”.

Marmanjo “tirando pino” no transporte coletivo
Quer frescar, fresque. Mas não venha com frescura!
Vais querer “tirar gosto” com a mulher, vai?
Seu Zé, quanto que é o preço de uma quarta de feijão?
Dona Maria, a senhora vai lavar roupa hoje?
Menino, pare de danadice!
Xipe gato!
Seu Zé, me venda meia banda de pão, com manteiga passada!
Quanto foi o jogo da “mundiça” onte?
Zé Ramos, bom dia.
Escapar Fedendo, lembrou-me uma composição genial do Bardo Falcão, feita em parceria com seu parceiro e comparsa Tarcísio Matos:
“O Desgosto Que Tua Mãe Me Deu
Ei-la:
O Desgosto que Tua Mãe me Deu
Canção de Falcão/Tarcísio Mattos
Eu acho melhor escapar fedendo
Do que morrer cheiroso
Pois já dizia a minha tia
Que nasceu morta:
Que a coisa pior da traição
São os comentários
Porque de fato ficam as fofocas
E os boatos
E dá uma dor igual
A que dá no parto
Das lagartixas
Camaleões
Paca, tatu
Cotia não
Calango cego e et cetera
Eu acho melhor escapar fedendo
Do que morrer cheiroso
Pois já dizia a minha tia
Que nasceu morta:
Que a coisa pior da traição
São os comentários
Porque de fato ficam as fofocas
E os boatos
E dá uma dor igual
A que dá no parto
Das lagartixas
Camaleões
Paca, tatu
Cotia não
Calango cego e et cetera.
Obrigado parceiro. Duvido que quem vive na França ou Ucrânia não quisesse escapar fedendo dessas guerras idiotas.
O marmanjo, tirando o pino, fica “armado” por trás do traseiro da jovem que nem percebe a ousadia maliciosa, servergonhada
O Brasil é um país, como diz o matuto de Recife na Praia de Boa Viagem, que precisa ser estudado pela NASA.
Cícero, “tirar pino” não leva à nada. Isso é doença mental, tanto quanto se satisfazer dando o traseiro. Este, infelizmente, é o país onde o errado tá certo e os babacas minimizam tudo.
“mais”,
preclaríssimo José Ramos,
não duvide, pois você já sabe:
É MELHOR ESCAPAR FEDENDO, QUE MORRER CHEIROSO !
Com certeza. E quando alguém diz: “se lascou-se”! Ou, quando alguém faz bobagem: “cagou no pau”! Kkkkkkkkk