CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

Estamos todos nós – brasileiros do bem – a cada dia mais pressionados pelas leis vigentes, pois são discutidas, alteradas, emendadas e reinventadas com a maior desfaçatez.

Muitas deixaram de, efetivamente, ter seus termos respeitados por certas “otoridades” da República.

Temos que dar uma pincelada irônica, naqueles que, sendo magistrados da corte superior ou eleitos pelo povo, repetidas vezes ultrapassam os limites de cada parágrafo, capítulo, inciso e artigos, como se fosse natural “emendar as emendas”.

Quase tudo ao sabor de seus próprios interesses, geralmente escusos.

Meu avô paterno, Pacífico dos Santos, (que tem seu nome em placa de rua no bairro do Paissandu), tendo sido jornalista e magistrado, disse a meu pai, certa feita, que a lei foi instituída para proteger o cidadão e que, enquanto ele obedecesse os seus termos, estaria protegido.

Mas, em nossos dias, as angústias se ampliam porque vemos, escancaradamente, as leis serem ultrajadas, o que representa ofensa muito grave à honra da população, afetando, impiedosamente, todo o povo.

Ninguém escapa!

Mas – há de se perguntar – se tanto vemos mutilados os termos das leis e regulamentos, porque não declaramos logo que vivemos sob a tutela da conhecida “Lei de Plenos Poderes”, que levou Hitler à ditadura: a Ermächtigungsgesetz?

2 pensou em “ERMÄCHTIGUNGSGESETZ

  1. Ora meu Caro Eduardo….nessas horas eu penso no Marechal de Aço, Otto von Bismarck que com sua sabedoria e desfaçatez, e me corrijam se foi outro cínico que disse isso:

    “Para os virtuosos a lei é desnecessária e para os imorais é inútil”.

    Grande verdade!

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