Os cursos de Medicina da UFRN, campus de Natal e Caicó, ficaram com 5 na nota. Nota máxima.
Caicó não me surpreende. Faz parte do Seridó Potiguar, e Seridó é Seridó!
Agora o resultado geral é preocupante. Digo. Em nível de Brasil.
São 351 cursos de Medicina, desses: 107 (30,48%) têm resultados baixíssimos;
Apenas 49 (13,96%) dos cursos alcançaram a nota máxima de 5, e estão dentro dos 243 (69,23%) que receberam entre 3 e 5 (nota máxima), significa que 194 cursos receberam apenas 3 ou 4. Desses 194, quantos terão recebido somente 3, que seria uma nota apenas regular?
Eu li a lista das universidades que ficaram com nota abaixo de 3. Quase nenhuma universidade pública. A grande decepção ficou por conta das “universidades particulares”, que muitos chamam de “pagou, passou”.
Como eu falo há anos, a “universidade para todos” destruirá a educação e os cursos.
Não basta quantidade.
Há cerca de dois anos no curso de Medicina da UFRN, foram retiradas da grade curricular três matérias das disciplinas tidas por obrigatórias, por serem complexas, porque “alguns” alunos não conseguiam acompanhar o restante da turma (e eu nem estou falando de cotistas).
Ninguém pode ser reprovado.
Por exemplo, antigamente o estudo do 2⁰ grau era fator de superação, de planejamento para um futuro melhor numa profissão. E hoje o ensino médio tem se transformado somente numa fonte de renda momentânea, com o aluno recebendo para não faltar. Se vai ser educado na escola? Quem se preocupa com a Educação?
O Brasil a cada ano se encaminha para ter ensino. Não Educação.
E o que teremos nos esperando hospitais?
Lamentável!
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Até hoje não consigo entender como não criaram uma espécie de exame de proficiência para o médico conseguir registro no CRM. Algo nos moldes do exame da OAB para bacharéis em direito, com exigência de nota mínima de 50% em primeira fase e 70% em algum tipo de teste prático em segunda fase.
Não sei como isso poderia ser feito, mas acho que seria um freio à faculdades caça-níqueis e traria alguma proteção aos pacientes. Médicos lidam com vida e saúde dos pacientes, bens mais valiosos que aqueles tratados por advogados.
Melhor olhar o diploma dos doutores antes de se submeter ao tratamento….
Caro Pablo, me formei em medicina em 1990. Na época, houve um teste piloto promovido pelo CRM-SP para tentar implementar um exame de ordem. Fiz o teste, na época, estava bem preparada e achei fácil, consegui uma boa nota. Já se passaram mais de 35 anos do tal exame e somente agora vejo o CFM tentar algo parecido. Já escutei algumas versões, a mais comum no nosso meio é “não temos o que fazer com os reprovados”. Alegam que apenas a OAB tem a prova e que os formados em direito podem desempenhar outras funções ditas menores no arcabouco do judiciário, no sistema de saúde não dá para inserir médico que não seja para ser exclusivamente médico. Também argumentam que sim, façam para a medicina, mas também para os outros cursos superiores não menos importantes que o nosso. Eu particularmente, acho que tem que ser radical – exame em todos os anos de formação médica, tanto para os alunos, quanto para as faculdades, reprovação e fechamento da escola, respectivamente, caso não atinjam nota mínima.
Dr. esse é pra extrair o apêndice.
E os testículos ? Deixar ?
Aplica uma B12
Não tem.
Então aplica duas B6.
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