Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela
abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo –
para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.

Mário de Miranda Quintana, Alegrete-RS (1906-1994)
Este poema é uma brisa de ar fresco na minha segunda feira.
Nem todo poema o é.
Bocage, p. ex., faz o meu ar ficar irrespirável
Grande poeta.