Um comentário em “E O POVO COMEMORANDO”

  1. ¯\_(ツ)_/¯ Fazer o que né ?, “il mio nipotino” Laudeir…

    “Brazil Presidential Erection”. E quem brochou foi a Matilde.
    ”MA QUANTO È BELLO VINCERE?!?!”
    Fazer o quê? C’est la vie, diriam os franceses – isso é tudo o que temos a oferecer no momento. Ah, Matilde, sua chorona, deixa de mimimi, perder faz parte do jogo e o jogo é jogado e o lambari é pescado… Nos dizem – é um fato – inclinai-vos perante os fatos. Ou seja, «acreditai». Inclinada estou. Tão inclinada que estou quase de bunda de fora, pois estou de saia.
    Aí ouço as pulguinhas detrás da orelha conversando. Dizem elas que no primeiro turno, Flávio tinha terminado cerca de 2,2 milhões de votos à frente. No segundo, Lula venceu por pouco mais de 4,4 milhões. São números belíssimos no seu gigantismo (quase 7 milhões de reversão de votos). Eu fiquei ouvindo atentamente a conversa de minhas pulgas (que por estarem atrás das orelhas facilita a audição) e tentando entender de onde veio tanta gente a mais votando no 13. Acreditai que os ausentes voltaram e votaram somente na esquerda. Acreditai que os votos dos candidatos que ficaram pelo caminho foram todos à esquerda. Acreditai “piamente” que Maduro em 2015 e o togado Cristiano (ex advogado de um dos candidatos, sem fazer parte da cadeia de comando do TSE neste pleito) em 2026 prorrogaram por 2 horas (coincidentes até nos minutos iguais) o pleito única e exclusivamente pelo bem do eleitorado. Acreditai que lá nas Gerais, que no primeiro turno deu vitória a Flávio, sem qualquer fato relevante que o desabonasse tenha agora dado seta à esquerda. Mesma Minas que no primeiro turno fez bolsonaristas ganharem facinho, facinho o pleito. A recordar: Nikolas Ferreira foi o deputado federal mais votado, com mais de três milhões de votos; e Cleitinho foi eleito governador. No segundo turno, acreditai, houve a virada. Como vou explicar às pulguinhas que um estado escolhe um governador, uma bancada e um deputado com determinada orientação e, na eleição presidencial, entrega a vitória à direita em primeiro turno e muda 20 dias depois o resultado para o lado totalmente oposto?
    Certamente teriam uma bela resposta, se a fossem dar, para minhas pulgas que se escondem atrás de minhas velhas orelhas, mas ninguém dá explicações às pulgas. Pelo menos a história nunca registrou tal fato.
    Aos 82 ouvindo conversa de pulgas, que doideira. Deve ser a solidão me pregando peças; ou, quem sabe, a senilidade chegando.
    O jogo foi jogado, o lambari foi pescado e o resultado não será alterado. Parabenizo o vencedor pelo “mérito”, pois sou fã ardorosa da meritocracia. Hora de lamber as feridas e continuar dando seta à direita, pois sou muito fã da tríade “Deus, Pátria e Família”, além de ter seguido sempre fiel a meus princípios conservadores.

    Paul Valéry tascou, talvez pensando em resultado de pleitos eleitorais: “A felicidade de cada indivíduo funda-se na desgraça de alguns outros; o interesse e a comunidade de uns exigem as privações e a infelicidade dos outros”.

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