DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

Mote de Joames Mendes

“Era o dever de partir
E a vontade de ficar.”

Cheguei sorrateiramente
Depois de pular a cerca
Não há no mundo quem perca
Um corpo lindo e fremente
Parti com unhas e dente
Não pude me controlar
Algo a me perturbar
E ela a me inquirir
“Era o dever de partir
E a vontade de ficar.”

Ésio Rafael

Feito jumento fujão
A cerca não respeitou
Por baixo dela rolou
Daí não tive perdão
Com ele rolei no chão
Pois não deu para escapar
Botei pra discatitar!
Porém não pude assumir:
“Era o dever de partir
E a vontade de ficar.”

Dalinha Catunda

4 pensou em “DUAS GLOSAS

  1. “Era o dever de partir e a vontade de ficar”.

    Você me levou à meu pai. Ele sempre cantava (ou assoviava) uma música cantada por Francisco Alves.
    “Cinco letras que choram”.

    … quem parte tem os olhos rasos d’água por sentir a grande mágoa de se despedir de alguém …

    PS – não tem muito haver com o mote mas a frase me trouxe as lembranças.

    Abraçação

    • Schirley, gostei do comentário, os perfumes e as músicas sempre nos levam as recordações. Gostei muito deste mote do meu amigo, Joames. Meu abraço.

Deixe uma resposta