XICO COM X, BIZERRA COM I

Sobre a cidade fria e dura, muito cimento, muito concreto. Dona Lua se achega, devagarinho, brilhando soberana e altaneira, vigiando a tarde que se vai e abraçando, com a ternura que lhe é própria, a noite que se anuncia. Logo, logo ela vai se impor e clarear com sua luz intensa o escuro que domina a paisagem em meio a nuvens fugidias, acompanhantes da estrela sol que, sorrateira e lentamente, ruma ‘amontado’ num arrebol para o seu descanso após doze horas de reinado. Naquele desencontro de lua e sol, todos participam da festa: nuvens, céu, outras estrelas e satélites distantes … Com o seu chegar branco e brilhante começa a função diária da lua de embelezar o mundo, de encantar as pessoas, de fornecer sustança a corações apaixonados. Os violões e seus donos não resistem à tentação, se inspiram e fazem-lhe companhia até sua despedida, algumas horas depois. Poetas nela enxergam motivação para versos e, inspirados, fazem com que poemas surjam, sonetos de amor se espalhem por todos os lados. Respira-se afetividade. Dia seguinte, mesma hora, ela estará de volta e o mundo ficará outra vez mais belo, as pessoas mais apaixonadas e os violões mais plangentes e encantadores. Também para isto Dona Lua existe.

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