CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

Boa tarde

Prezado Editor

Vamos zelar pelo nosso equilíbrio emocional.

Em que pese o paradoxo com a crise do corona vírus

Há apenas duas coisas com que você deve se preocupar:
Se você está bem ou se está doente!
Se você está bem não há com que se preocupar.
Se você está doente há duas coisas com que você se preocupar.
Se você vai se curar ou se vai morrer.
Se você vai se curar não há nada com que se preocupar.
Se você vai morrer, há duas coisas com que você deve se preocupar.
Se você vai para o céu ou se vai para o inferno.
Se você vai para o céu não há nada com que se preocupar.
Agora, se você for para o inferno estará tão ocupado cumprimentando os velhos amigos que nem terá tempo de se preocupar.
Então, para que se preocupar?

2 pensou em “DOMINGOS SALVIO FIOROT – COLATINA-ES

  1. Domingos, um vizinho me contou outro dia que um amigo do seu pai era um eterno desempregado.
    Sustentado pelos pais, bonachão, cabra de todas as rodas e mesas, não havia lugar que não entrasse e coisa da qual não entendesse, não se arretava com nada e levava tudo na esportiva. Onde ia levava alegria.
    Dizia filosofando que “o que mata o sujeito é preocupação”.
    Morreu o pai.
    E dois anos depois a mãe.
    O caixão descia à sepultura quando alguém lhe perguntou “e agora? O que você vai fazer?”
    Ele respondeu “estou enterrando mamãe”.
    E riu.
    “Sim. E depois? Você não se preocupa?”
    “Se eu morrer me enterrem. Senão com três dias será um fedor da porra.”
    E riu.
    Morreu com quase cem anos, lúcido, sem filhos. Mas com uma ruma de sobrinhos que nunca lhe deixaram faltar nada.
    Dizem que riu até na hora da morte. E quando um dos sobrinhos lhe perguntou se estava doendo, ele riu e respondeu “se está doendo não sinto. Não me preocupo com a dor”.
    Essas teriam sido suas últimas palavras.

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