O encontro
Alta noite, sem que eu saiba se ainda era ontem, ou, já era hoje.
Combinamos um encontro. Encontro de doação. De conluio.
Naquele instante, uma chuva fina chegou.
Começou a cair insistente. Não parava nem amainava.
A temperatura da noite, entre 25 e 20 graus caiu mais.
E, quem enfrentou coisa parecida, sabe que o aconchego dos corpos protege mais que os edredons.
E, sugere, doação. Doação em conluio e prazer.
E a chuva fina e insistente continuava caindo.
A doação total
Edredons no chão.
Corpos desnudos e doação.
Nos demos mutuamente. Por completo. Mais de uma vez.
La fora, a chuva fina continuava caindo louvando a doação.
Talvez. Provavelmente. Com certeza.
Até a garantia da arrebentação das sementes semeadas.
Uma vez. Duas vezes. Três vezes.
E a chuva fina caindo.
Criando e se espraiando em raízes.
O êxtase
Pela réstia, a claridade que entrava pela janela, percebemos que a chuva fina cessara.
Doação completa. Satisfeita.
Doação transformadora. Doação total. Um novo dia. Uma nova vida.
Antes, dois corpos.
A doação transformou dois corpos num só.


