JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

O jornalista e eu

Ele:

– Vamos falar de afastamento social.

Eu:

– Vamos falar de distanciamento social?

Ele:

– … Pode ser… Mas… Se…

Eu:

– Agora ou esperamos mais dois anos?

Silêncio dele.

Eu:

A cada dia passando
Mais eu tenho consciência
Que o mundo vai caminhando
Para um quadro de demência:
O rico com mais riqueza
O pobre com mais pobreza
E a “humanidade” em falência.

15 pensou em “DESIGUALDADE SOCIAL

  1. Caro Jesus de Ritinha, v. matou a charada.

    Os ricos falam em distanciamento social e os pobres preocupados em sobreviver.

    Qual será o futuro disso? A doença não vai acabar tão cedo.

    Vão surgir vacinas? Sim

    Para todo mundo? Não

    E os pobres? Continuarão lutando para sobreviver.

    Morrerão de fome centenas mais de pobres do que da doença. Vão ser crianças, idosos, adultos, mães; a desigualdade vai ser um abismo.

    Viveremos tempos de trevas.

  2. e tudo isto se ve ,em toda localidade ,não existe exeção pra tamanha disparidade ,e o pobre sem entender;que não tem força força nem poder pra mudar esta realidade…. abraços direto s.p.

  3. Nada melhor que essa charge para mostrar os dias que vivemos.
    O chamado “afastamento social” trará ainda mais distanciamento das classes no mundo inteiro. Diferença que aumentará, e pelo menos em mim, causa tremenda vergonha e preocupação.
    Ontem Miriam Leitão falava sobre isso, digo, sobre a Desigualdade Social no Brasil e no mundo. Eu a ouvi pela CBN.
    Ela falava que se tivéssemos uma solução para a pandemia e o Brasil voltasse normalmente em 1° de junho, ainda assim teremos um empobrecimento de 12% horizontal, ou seja, para todos.
    Você, Sílvio Santos, Roberto Carlos, Gabigol, Anitta, seu vizinho, ou qualquer outro brasileiro ficará 12% menor no poder de compra.
    Só que a distância entre as classes sociais será ainda maior, crescerá ainda mais, e teremos a inclusão dos que ganhavam a vida como profissionais liberais, prestadores de serviços e ambulantes na linha da pobreza. Os que são extremamente pobres crescerão em 20% dos números conhecidos antes da pandemia.
    Isso tudo segundo ela, de análises dela, chegando a essas conclusões e números após entrevistar ecomistas, grandes empresários da indústria e do agronegócio, para a matéria de capa da revista Época desse final de semana, na reportagem assinada por ela.

    Sobre a imagem acima, que quando “printei” cortou o título da charge (ENEN 2020), perceba que a janela para a Universidade só se abre no campo de visão do rico.
    O lado pobre da figura traz a janela fechada.
    A iluminação natural do quarto do rico, em contraste com a lâmpada de poucos recursos sobre a cabeça do pobre, suas expressões faciais denotam suas preocupações… O que mais esse sensacional chargista poderia nos entregar para reflexão?

    A arte, meu querido Pereira, ainda é a melhor expressão para conscientização do povo.
    Desde que ela seja justa e imparcial em todas as suas “explicações” e argumentos.
    Senão ela vira vetor de qualquer tirano. Ou mesmo do artista que a produz.

    É triste. Muito triste.
    Deus queira que não piore.

  4. Faço melhor proposta ao jornalista: falemos do versajante e poeteiro da melhor cepa fubânica, um tal Jesus de Ritinha de Miúdo.

    Vejo poesia até no nome do sujeito. Punto e basta!!!

  5. Excelente mais uma vez, Jesus Ritinha de Miúdo.

    Gosto da sua verve cronista e versativa, porque esmiúça a realidade com catilogência, como diz o bardo de Pereiro, Ceará, Falcão.

    Em relação à desigualdade social, ouvi de meu irmão José Tavares Sobrinho, veterinário aposentado, que mora em Sergipe e é seu fã e do Xico Bizerra, a seguinte observação que o nobre vate registrou em sua glosa:

    -Meu irmão, essa pandemia é tão assustadora, com um vírus tão avassalador, que todo sistema de protocolo de saúde, de condomínio de habitação e aglomeração mundial vão ter de ser repensado!! Claro que a população vão se adaptar, mas não vai ser tão fácil e vai ser a longo prazo!

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