MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

As prioridades no Brasil são extremamente seletivas. Atendem única, e exclusivamente, determinados grupos de pessoas e hoje, pessoas ligadas a ideologia da esquerda que governa esse país. Há muitos juristas que criticam a condução de Alexandre de Morais num inquérito onde ele figura como investigador, juiz e vítima. Um inquérito onde o papel do Ministério Público foi relegado à milésima ordem e o inquérito foi aberto “de ofício”.

Não obstante alguns absurdos que a gente vê e não pode se opor, um dos assessores de Alexandre de Moraes, Eduardo Tagliaferro, que foi, nada mais nada menos, chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no TSE, revelou, publicamente, questões impactantes numa audiência no Senado, mais precisamente na Comissão de Segurança Pública, que foi realizada agora no dia 2 passado. Esse cidadão, simplesmente, acusa o todo poderoso ministro do STF de ter praticado fraudes em documentos e manipulado investigações num flagrante viés político de modo a alcançar figuras ligadas à direita.

A produção de inquéritos era feita com base em postagens, comentários ou publicações feitas em redes sociais que incluíam tudo que se tem disponível com Facebook, Instagram, Twitter, Telegram, TikTok, YouTube e, quiçá, sinais de fumaça largamente utilizada pelos indígenas. Tudo isso era considerado como objetos de denúncia formais, muito embora o valor jurídico seja absolutamente nulo. Não custa lembrar que o todo-poderoso também autorizava essa façanha via mensagens de whatsapp e por e-mail pessoais, ou seja, não se tratava de um procedimento feito à luz dos canais oficiais.

Tudo que era conseguido por esse tipo de mecanismo, era destinado ao gabinete do ministro e utilizado como fundamento para ações que envolviam bloqueio das redes sociais, quebra de sigilo bancário e telemático, apreensão de passaporte e outras sanções definidas a bel prazer do ministro. Não havia uma ação sequer contra pessoas de esquerda, o alvo predileto é, sempre, pessoas designadas como bolsonaristas, aqui incluído, qualquer pessoa que não concorde com o pensamento da esquerda.

De acordo com o que foi dito por Eduardo Tagliaferro, há uma série de documentos que serviram de base para operações importantes e, salvo engano, há uma referência a uma petição que tinha sido assinada em 28/08/2022, mas que foi inserida no processo com data retroativa de 22/08/2022. Dá para entender? Um documento que sustenta uma operação foi assinado numa data, mas incluída num processo com data retroativa! Tagliaferro ainda relata que houve contatos não oficiais entre o gabinete de Moraes e a PGR, além de um aparente conluio com militantes.

Diante de tudo isso, espera-se que os famosos órgãos de comissão de ética atuassem para esclarecer, que o senado abrisse uma sindicância para investigar e tomar medidas cabíveis, mas o ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, negou irregularidades e sustentou que todos os procedimentos foram realizados “de forma regular”, com requisições legítimas ao TSE e pronta disponibilização nos autos. Recentemente, ele deu uma declaração pública sobre isso e, pronto, basta. Todos os outros precisam provar que são inocentes, ele não. Basta dizer que foi tudo regular e pronto, encerre-se o assunto e revogue-se as disposições em contrário.

Enquanto a água corre sob a ponte, a impressa joga sua lente para o espaço infinito, mostrando como é lindo o azul do céu. Vamos falar de coisas que interessam: julgamento de Bolsonaro, tarifaço de Trump, carnaval de 2026, jogos da seleção brasileira. As revelações de Tagliaferro, embora, apresentem um potencial altíssimo para abalar a credibilidade de investigações conduzidas sob o comando de Alexandre de Moraes, principalmente porque envolvem manipulação de documentos e atuação política disfarçada de técnica, não são objetos de interesse da imprensa.

Não faz muito tempo, a Folha de São Paulo, fez um editorial comentando que as provas contra Bolsonaro são frágeis, mas todos nós sabemos que ele será condenado e pronto. Nesse sentido, cabe fazer um paralelo: havia mais de 3 mil provas contra Lula e todas as denúncias de corrupção que o envolviam. Marcelo Odebrecht disse, em juízo, que a havia na empresa a diretoria de “operações estruturadas” cuja finalidade era pagar propina a Amante, ao amigo do meu pai, ao amigo do amigo do meu pai, Ferrari, avião, viagra etc. Tudo isso foi anulado e Moro foi declarado parcial.

Você acha, sinceramente, que Alexandre de Morais é imparcial?

2 pensou em “DENÚNCIA VAZIA?

  1. Caro Assuero, esperarmos o que de um congresso onde com raríssimas excessões, são mais sujos que pau de galinheiro como falamos aqui no nosso Nordeste? A base dessa casa nos últimos tempos, é uma construção onde o alicerce é de barro.

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