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Lula e Janja: O Casal do Palácio e o Brasil da Calçada
Por trás dos muros imponentes do Palácio da Alvorada vive hoje um casal que parece cada vez mais alheio à realidade brasileira. Lula e Janja, presidente e primeira-dama, comportam-se como se governassem um país rico, estável e nórdico — não o Brasil das filas por exames médicos, da fome persistente e do salário mínimo que mal cobre o básico.
A mais recente estadia no hotel InterContinental Le Grand, em Paris, cujo valor de R$ 1,2 milhão foi bancado pelo contribuinte, é apenas mais um capítulo de uma longa novela de gastos públicos questionáveis, aparições luxuosas e símbolos de ostentação institucionalizada. A suíte escolhida, com mais de 200 metros quadrados, menu de travesseiros e vista para a Ópera Garnier, é símbolo do descolamento entre o poder e o povo.
Lula: do operário ao monarca simbólico
O ex-metalúrgico que um dia foi símbolo da ascensão do povo ao poder tornou-se um líder cada vez mais enclausurado em pompa. Lula governa cercado de bajuladores e comitivas inchadas, como se o aparato do Estado lhe devesse não apenas estrutura, mas reverência e luxo. Viagens internacionais são conduzidas como verdadeiros desfiles diplomáticos, com estadias que fariam corar qualquer gestor responsável com o dinheiro do povo.
Enquanto o Brasil enfrenta crises internas — nas contas públicas, na saúde, na educação — Lula age como um monarca em turnê, esquecendo que governar é servir, não se servir.
Janja: a deslumbrada primeira-dama
Janja, por sua vez, tornou-se uma figura pública central, mas não pelo trabalho social típico das primeiras-damas históricas. Sua atuação é marcada por protagonismo midiático, vaidade estética e aparições calculadas. Em vez de representar um elo com a sociedade civil, Janja parece encarnar o lado mais superficial do poder: o glamour, a exclusividade, o brilho das câmeras.
De vestimentas de grife à presença constante em eventos de prestígio, sua imagem pública projeta algo entre celebridade e rainha de festa. Enquanto isso, mulheres brasileiras pobres seguem invisíveis, sem creche para os filhos, sem mamografias, sem segurança.
Um governo que esquece de olhar para baixo
É evidente que a imagem importa na política externa. Mas há uma linha tênue entre diplomacia e esbanjamento — e este governo a ultrapassou repetidas vezes. Não se governa um país tão desigual com lençóis egípcios e cardápio de travesseiros. Governar exige empatia, sobriedade e exemplo.
Quando o povo percebe que seus líderes vivem num universo paralelo de luxo, a confiança se esvai. O símbolo maior da contradição é este: um governo que se diz popular, mas age como aristocracia decadente.
Enquanto Lula e Janja curtem o esplendor de Paris, o Brasil real continua lutando — nas filas, nos trens lotados, nas escolas caindo aos pedaços.
E esse povo, que sustenta tudo com seus impostos, merece muito mais do que um governo deslumbrado com seu próprio reflexo.
É pouco para os deslumbrados.
Um título de Dotô Noriscausa na Sobourni, cujo último mandatário tupiniquim que recebeu foi o Imperador D. Pedro II, vale mais que isso.
Aproveitem, pois a mordomia terá fim.