Semana passada teve início os debates entre os, declarados, candidatos ao governo de diversos estados. Dois casos tiveram destaque: São Paulo e Ceará. Embora sejam estados de características diferentes, o fato em comum é a candidatura do PT. No caso de Ceará, o atual governador Elmano Freitas sucumbiu diante da realidade de um estado falido sob diversos ângulos, destacando o caos na segurança pública, onde se observa que o estado sucumbiu ao domínio do crime organizado.
Apesar da constatação de fatos caóticos, o governador alardeou números fictícios referente a aquisição de viaturas policiais, quando parte delas é fruto de aluguel ao custo anula que beira a casa do bilhão de reais. O governador nega e os dados indicam que houve queda nos indicadores de violência, no entanto, a média de homicídios é 37,5 por cem mil habitantes. Uma taxa que se situa no patamar alto e municípios como Maranguape, Maracanaú, Itapipoca e Caucaia vinham liderando os rankings nacionais de homicídio por cem mil habitantes.
É preciso ver com desconfiança estes números porque eles podem ser maiores. A citada queda nos indicadores, pode ser fruto do período eleitoral, pode ser trégua negociada, pode ser ação efetiva, mas esta última, fica sob suspeita porque há se de se perguntar por que as ações que reduzem violência só foram implantadas agora? Eleição tem uma forte explicação, com certeza.
No debate de São Paulo, de longe o mais esperado, o que se viu foi Haddad tentando dizer que nada no estado deu certo e Tarcísio mostrando o volume de investimento, a redução na taxa de feminicídio, no roubo de cargas, o investimento em saúde, educação. É nítido que nem Elmano e nem Haddad tem qualquer proposta para desenvolver o estado. Mais uma vez: no Ceará há uma nítida estagnação, enquanto em São Paulo, parece que Haddad que implantar o modelo cearense.
No âmbito nacional, há dúvidas sobre debates no primeiro turno. O presidente comentou que não tem interesse em participar, afinal, ele é pura vitrine. Esse é um problema de quem governa. Todos os demais candidatos miram seu governo e escancaram suas mazelas. Honestamente, não tenho muita certeza sobre a qualidade dos debates. O que me preocupa é a tendência econômica que pode se estender por mais 4 anos, caso o presidente seja eleito para o quarto mandato.
Os números de pesquisas iniciais mostram que o presidente só tem vantagem na região nordeste. Em todas as demais ele perde, o que varia é apenas o tamanho da perda. A questão é que tal perda pode ser compensada com os votos do nordeste que devem beirar os 70%.
As implicações de um novo mandato são absurdamente perigosas. Qualquer cenário que seja projete, a gente percebe uma lacuna ou um buraco “afro-descendente”. Não há um ponto de tranquilidade quer seja do ponto de vista econômico, das relações externas ou institucionais. Economicamente, parece desnecessário falar na dívida pública, na irresponsabilidade fiscal, na manutenção de programas sociais sem os recursos necessários para prover. Estamos falando, por exemplo, de um déficit de R$ 105 bilhões. Despesas empenhadas, liquidadas e não pagas por falta de dinheiro. A consequência disso é natural: contingenciamento no orçamento da saúde, educação e da defesa nacional.
Em termos de relações exteriores, o presidente resolveu brigar com os Estados Unidos e ganhou apoio da China. Vejam que coisa interessante. A China não briga direto com os Estados Unidos, mas incentiva o Brasil a esbravejar contra Trump e o presidente brasileiro acredita que poderá contar com um exército chinês para um combate com a 6ª frota americana. O ministro José Múcio foi sincero: “se os Estados Unidos invadirem o Brasil, o que podemos fazer é abrir a porta”. O dinheiro prometido para a defesa se desenvolver e não permitir que outros países invadam o Brasil – ele disse que o Paraguai fez isso e causou um protesto imenso – foi contingenciado para cobri o rombo orçamentário.
O grande problema vem das relações institucionais, principalmente, com o STF. Ao longo dos próximos 4 anos, tem-se 4 ministros que sairão do STF e o novo presidente deve vai indicar novos candidatos, inclusive, o “Bessias”. A recente reunião entre Alcolumbre, Lula, Alexandre e Zanin teve como fundo de pano a necessidade de sobrevivência de todos eles. A farra do INSS que envolveu o filho do presidente, não dará em nada, assim como não deu o mensalão – só Marcos Valério continua preso – e a Lava Jato.
O STF continua sendo um problema de grande envergadura. O ministro Alexandre de Morais autorizou a quebra do sigilo de um ex-secretário do governo maranhense que era fonte de um jornalista. Acharam dinheiro na conta do jornalista e logo se apressaram em deduzir que se tratava de pagamentos para produção de matérias contra Dino. Talvez vocês se lembrem do caso Francenildo Pereira. Esse jovem era um caseiro de uma residência frequentada por Palloci e ele disse que viu Palloci por lá várias vezes.
Entraram na conta corrente do rapaz e exibiram um extrato onde ele havia recebido R$ 14 mil e logo se apressaram em dizer que este dinheiro era a motivação das denúncias. Na realidade se tratava de uma transferência do pai do rapaz, como uma espécie de ajuda financeira. Alguém foi preso por isso? Ninguém.
É preciso olhar com cuidado para essa eleição. O STF está fazendo uma lista com o nome dos senadores com chance de eleição. O motivo é simples: avaliar o tamanho do risco de um senado favorável a pauta do impeachment.
Meu caro Assuero, obrigado por mais um texto primoroso. É triste vermos nossos irmãos nordestinos (sou alagoano) mais uma vez enganados pelo encantador de jumentos, Isso é o que dar uma região com um índice terrível de analfabetos políticos, o resultado não poderia ser pior.
Meu amigo, a coisa está ficando mais complicada. A economia se lascando e Miriam Leitão dizendo que é só uma sensação de preço alto
Meu caro Maurício.
Eu já estou na fase do foda-se. Se o país quer ir para o abismo em definitivo, só manter as coisas como estão. Se quiser se resgatar, só mudar, mas mesmo assim segue o meu FODA-SE. No Ceará, seja Ciro, seja Elmano, nada vai mudar para esse povo. Ciro é só um coronel truculento que esbraveja, grita, fala contra o PT e a esquerda, mas no fim de tudo sempre corre para se agasalhar nos braços do PT e da esquerda.É só oposição em tempos de eleição. São Paulo corre perigo imenso em ter duas senadoras que não sabem nem o nome da rua onde tem seus domicílios eleitorais. O ET de Xapuri, e a Chupa-Cabra de Três Lagoas. Duas personalidades que acreditam que os povos de seus estados são prostitutas baratas que se vendem por ninharia – se bem que a verdade não está longe disso -, mas ainda acredito que SP, apesar de ter votado em Tiririca, esteja mais maduro desta vez para votar em pessoas que defendam os seus interesses. Quanto a impeachment de ministro do STF eu não acredito, nem agora e nem no futuro. Tem muito lodo e muito interesse nesse jogo de amarelinha nos desvão de Brasília. Ou seja, perdi minhas ilusões, deixei de acreditar no Brasil. Hoje, meus únicos interesses são terminar minha carreira e ter ração para meus doguinhos. Afora isso, que se foda todo mundo.
Meu amigo, Roque. Eu ligo e desligo. Ligo quando vejo tudo isso que acontece, principalmente aqui no nordeste, onde, ainda figuram figuras inacabadas de fantoches como esses que locupletam do povo nordestino. Ligo quando vejo o povo nordestino se entregando a esse tipo de ação ao invés de buscar cidadania por meios mais robustos, como o trabalho. Desligo, quando tentam me fazer de bobo. Quando pensam que eu não penso e quando pensam que eu esqueço.