Imagem pictórica que indica direção única
Venho buscando, desta vez, historiar, focando bases e formas de comunicação humana, através dos tempos. Mas, vale adiantar: que as teses são complexas.
Entendo que em tempos recuados, quando os hominídeos habitaram a terra, aqui chegaram de uma só vez; porém, sob a forma de tribos, distribuídas distintamente entre raças e lugares.
Convenhamos que minha tese se concentre na afirmativa de que a terra foi povoada por brancos, negros, vermelhos e amarelos, que ocuparam os vários continentes e foram se integrando, atrvés da Comunicação, até os dia atuais, conforme veremos.
Mas como teriam feito essa integração entre as raças e desbravado os continentes?
Bem, entendo que, os peixes e os pássaros chegaram primeiro. Muito antes de Adão e Eva, que é conversa pra boi dormir. Na sequência, surgiram nossos ancestrais, divididos nas várias raças que hoje temos conhecimento.
Depois, de algum artefato misterioso, desembarcaram por aqui os primatas. Mas, para continuar tenho que apelar para Charles Darwin, aceitando sua “Teoria da Evolução das Espécies por meio da seleção natural”. E como diria o cômico “Gordurinha”: “O primata perdeu o rabo e virou homem. Vá la…
Os macacos das várias espécies foram ficando, mas mantiveram seus “quadrados”. Árvores, frutos e peixes, davam no meio das canelas. Nem precisavam fazer feiras, ter dinheiro, essas coisas. Aí, depois de uma porrada de anos, chegaram os casais. Começou a confusão!
Das cavernas, saiam ao amanhecer, para procurar o “café da manhã”, depois o almoço e em seguida o jantar. E comendo, comendo, tiveram que ir andando para outros lugares onde havia mais mangas, cajus, laranjas, etc.
Chega-se à conclusão que esse primeiro grupo de “candidatos a indígenas”, por acaso executaram a primeira “experiência sonora” do nosso planeta: a cacetada.
Usaram toras de pau, que batendo umas sobre as outras, provocavam sonoridade e espantavam os pássaros.
Inaugurava-se a “Comunicação de Massa”. Rolou mais outra porrada de tempo até que essa primitiva tribo se aproximou de outra. E, como as entrevistas de Marília Gabriela, diante do “Cara a Cara”, surge a emoção e com ela a lágrima.
Pois é, esse notável H2O, pingado diretamente do globo ocular, cascateando rosto abaixo, foi demonstrativo do sentimento maior, que jamais foi evidenciado pelo coração ou pelo fígado.
Pode ter sido a 2ª forma de Comunicação em nosso planeta: a “Lacrima Christi”, a emoção divina, que depois de avacalhada, virou até nome de vinho, lembrando a música de Humberto Teixeira: “Chorou por mim não fica, soluçou vai pro borná”.
A partir dessa fase de mistura das tribos, os maridos que desejavam chamar as eposas quando estas estavam tomando banho lá pras bandas do rio Ganges, os pretos tocavam os cacetes nas toras, provocando uma espécie de sirene, para chamá-las.
Anos mais avançados, depois de muitas andanças, as tribos foram se misturando, e a moçada tirando uma “casquinha” aqui, outra ali, e a mulherada foi embarrigando. Estava descoberta a “mistureba”: a sedução, o coito, o amor, o chifre e a sacanagem.
E – botemos anos nisso – foram as tribos descobrindo outros semelhantes, terras e continentes. Aí, por onde iam passando, melavam os dedos no barro molhado e lambuzavam as pedras, criando a linguagem dos sinais: o sol, os veados, os pássaros. Ou seja, deixando seus rastros, através de imagens pictóricas.
E em novos encontros já se evidenciava a confiança, representada pelo abraço, o sorriso, o oferecimento. Quando outras raças foram se encontrando surgiu a Comunicação de verdade, embora representada por garatujas que só os amarelos conheciam: o mandarim.
Outra tonelada de anos e aparecem as novidades: a escrita à mão, os tipos móveis de Gutenberg, a prensa e muito mais tarde, a máquina-de-escrever, e o jornalismo, que meu colega Wladimir Maia Leite chamou: de “O Ofício da Busca.”
Mas, para “jornalistear” foi preciso inventar o estudo, o diploma, o “furo”, o “foca”, os novos verbetes: mídia, blogueiro e até esse tal de Influenciador. Logo na sequência, as letras que eram impressas através da fita e hoje, letras-de-luz do computador.
E nesse emaranhado de novidades, me sinto perdido operando uma dessas máquinas que levam nossas mensagens, respondem nossas questões e corrigem pequenos erros, além de não exigirem tinta nas telas. E tudo isso forma o pacote de uma ciência que nos dias atuais se tornou tão necessária: à Comunicação Social.
