CRÍTICAS E AUTOCRÍTICAS

Essa semana que passou, e até mesmo nesse domingo, o noticiário – principalmente aquele noticiário que tem lado – saturou nossos ouvidos, olhos e paciência, comentando os quarenta anos de fundação do Partido dos Trabalhadores (PT), numa espécie de ritual que, com certeza, estava ligado a um túnel do tempo que ligava 2020 a 1917. Mas, isso tudo são bobagens de minha mente vazia. O que mais se ouviu e se leu nessas reportagens foi a palavra autocrítica, ou seja, a necessidade do partido fazer uma reflexão pública sobre seus “erros” do passado, pedir desculpas à sociedade, caso queira sobreviver ao resto do século.

Vamos por parte nessa história de crítica, autocrítica e erro que a imprensa militante pede, quase que de joelhos, aos pés do dono do PT. Pedem com um látego nas mãos, prometendo autoflagelo se o chefão da sigla assim o fizer. Todavia, obtém, no máximo, um olhar de desdém do chefão. Nada de crítica, nada de autocrítica, nada de reconhecer “erros”.

A palavra crítica vem do vocábulo grego “krinein”, cuja tradução mais aproximada é “julgamento de valor”. Assim, a autocrítica seria um julgamento de valor que a pessoa faz sobre si mesma, ou sobre seus atos, ações e decisões tomadas. E aqui começam as dificuldades para o PT e a sua recusa religiosa em fazer esse ato.

Fazer um julgamento de valor implica em ter consciência e reconhecer um parâmetro ético, moral e de conduta que baliza o momento inicial de uma ação, ato, ou modo de ser de alguém, isto é, implica em reconhecer que o ponto de partida de toda da vida está contida em um parâmetro. Da mesma forma, o caminho, ou jornada, e o ponto de chegada implica em uma fronteira ética, moral e legal que jamais deve ser ultrapassada, não importando o quão custoso isso será. A história do comandante Moscardó na guerra civil espanhola é um emblema e uma lição disso que eu estou falando.

E aqui está o primeiro problema intransponível para o PT fazer sua autocrítica. Se ela parte de um valor moral, ético e de responsabilidade, esses valores não encontram eco na própria estrutura genética do partido. Muitos analistas dizem que a gênese do PT são as diretrizes leninistas do começo do século XX. Não é de todo verdade. Sua forma de ação está mais para os conceitos gramscianos de visão de mundo: a desfaçatez, a mentira, a imoralidade, a violência, a ilegalidade. Tudo em nome de uma utopia que a história já demonstrou que, quando implantada, colhe como fruto apenas cadáveres daqueles cidadãos que escraviza.

O PT jamais fará uma autocrítica, haja vista que para fazer isso ele necessitaria ter como fundamento o respeito por toda a tradição judaico-cristã de moralidade e ética. Para se fazer uma autocrítica é necessário que se aceite o arcabouço civilizacional que o mundo construiu ao longo dos séculos e à custa de milhões de mortos, em incontáveis guerras. Para se fazer a autocrítica necessária, deve-se não somente aceitar o fundamento ético, moral, social e legal que protege o indivíduo em sua unicidade, em sua – e olha a redundância aqui – individualidade, mas também proteger e se tornar bastião desses valores, sob quaisquer circunstância. E esse valor genético o PT não possui, e possivelmente nunca o terá, haja vista ser um fator de gênese, ou seja, deve nascer junto com a ideia e não tem como ser agregada depois.

O segundo ponto que a autocrítica leva é o reconhecimento de erros. Aliás, a autocrítica serve para isso também: o reconhecimento de erros cometidos, dentro do arcabouço civilizatório, e as tentativas de correção desses erros, aceitando as regras da civilização até as suas últimas consequências.

E chega-se à segunda impossibilidade relativa ao PT e à autocrítica necessária. Caso o partido faça autocrítica e reconheça os seus “erros”, toda a cúpula do partido irá parar na cadeia. E por um motivo simples: o que o PT cometeu, ainda que a imprensa partidária chame de erro, na boa e velha língua de Camões, tem outro nome: crime. Isso mesmo… CRIME. O que p PT cometeu durante seus quarenta anos de existência nas esferas em que ele dominou politicamente, seja em prefeituras, em governos estaduais e no governo federal, não foram erros. Foram crimes.

Mensalão, petrolão, o caso Toninho do PT, o caso Celso Daniel, o caso Valdomiro Diniz, o caso do caseiro do Palocci, as vendas de medidas provisórias, o caso dos empréstimos consignados de aposentados, as palestras milionárias, o porto de Mariel, o caso Schahin, o caso da indústria naval brasileira, que construiu um navio, mas que as seguradoras garantiram que se o navio fosse lançado ao mar ele se desmontaria no primeiro contato com a água, demonstram, de forma cabal que, ao contrário do que a imprensa amiga publica, os ditos “erros” do PT, em linguagem mais clara e mais afeita à legalidade possuem outro nome, bem menos glamouroso.

Fazer autocrítica, neste caso, significaria trazer todo esse entulho para a luz do dia. Ainda que a dita “Constituição cidadã” impede que o sujeito produza provas contra si mesmo, a autocrítica que tanto a imprensa amiga pede, exporia, não digo mais podridão, porque o PT não esconde mais a podridão. Ela está exposta e fedendo para quem tem nariz e olhos para ver e cheirar. O que essa autocrítica exporia é o modo como o PT quase conseguiu apodrecer os fundamentos da civilização nas terras brasileiras. Ficariam expostos todos os crimes cometidos pelo partido. Todos os que se possam imaginar, contemplando de A a Z o modo como seguiu-se à risca o mando de Gramsci. Apodreça todos os fundamentos da sociedade. Quando ela cair ficará fácil dominá-la.

Eis o motivo pelo qual o PT jamais fará uma autocrítica. Para fazê-la é necessário dois fundamentos: respeitar e defender o arco civilizatório da sociedade e ter em mente do que se cometeu foram erros. Duas coisas que o PT sabe que não tem e não fez: não tem respeito pelo processo civilizatório humano e não cometeu erro algum. Mas sabe que despreza e quer destruir esse arcabouço civilizacional para implantar a sua barbárie de genocídio e sabe que o que de fato ele cometeu chama-se CRIME. CRIME e não erro.

7 pensou em “CRÍTICAS E AUTOCRÍTICAS

  1. PETRALHAS têm cheiro de bandido, discurso de bandido e postura de bandido. A curriola do Lula pensa como bandidos e age como bandidos. Petismo é sinônimo de banditismo, de ladroagem, eles são terroristas que foram treinados em Cuba e na Rússia e agora usam suas táticas safadas a serviço do PT. Essa gente dá nojo. Esses NAZICOMUNOPETRALHAS falam em democracia o tempo todo, como se não a sabotassem 24 horas por dia. Esses pulhas têm pavor a uma imprensa livre e a um povo libertário.

    Boa parte petralha que se preza adora praticar terrorismo com FAKE NEWS. Na verdade, quase 100% dos petralhas são SABOTADORES!!! Deveria servir de lição para um bando de petralhas, disfarçados de jornalistas, que enganam e distorcem os fatos para agradar esta quadrilha que pratica um jornalismo desonesto, faccioso, mentiroso e vulgar, que pululam em sites, blogs pessoais e em outros grandes meios de comunicação. Esquecem os cretinos que as ditaduras calam, primeiramente a imprensa, depois o povo. Calando a imprensa, encarceram a verdade. Encarcerando a verdade, prevalece a mentira. Prevalecendo a mentira, morre a democracia.

    P.S.: – todo petralinha quer ser Nicolás Maduro quando crescer…

  2. Parabéns pelo texto.

    Pois é… 40 anos de petismo.
    É muito forte e teimoso esse Brasil véi, resistir quarenta anos a essa cambada é ser duro na queda.
    Mas vamos em frente, o petismo não morreu.
    Está só arquejando, precisando do tiro de misericórdia, que pode ser dado agora, em 2020, nas urnas.

  3. O PT precisa de um tiro certeiro na testa do chefe da ORCRIM, qual o ditador Gabriel Heliodoro Alvarado, no romance fictício de Érico Veríssimo, para ir ao quinto dos infernos!

  4. Roque: a doença do PT e do chefe da ORCRIM, Lula da Silva, filho de Caetés, é que a verdade só está com ele, e a verdade para ele, são suas quimeras, mamatas e bandidagens.

  5. Esse pessoal não consegue montar uma estratégia de oposição minimamente integra. Vocês viram o depoimento do cara que o PT convocou para detonar o presidente Bolsonaro? O cara chegou na CPI e disse que havia trabalhado para o Haddad e não para o Bolsonaro! Aí os “espertos” ficaram perdidos, até informaram ao depoente que o presidente cancelou o fornecimento de insulina nos postos de saúde! Será que alguém pode explicar o que tem o *u com as *alças?

Deixe uma resposta