DEU NO JORNAL

Luís Ernesto Lacombe

Marcos Valério foi condenado a 37 anos de prisão no esquema do mensalão do PT

Os bandidos estão sempre por aí. Na política, então, nem se fala. No Brasil, a quantidade de parlamentares implicados em inquéritos e processos judiciais é enorme. Difícil entender como esses sujeitos continuam recebendo votos e sendo eleitos… Bom, se a gente imaginar que bandido vota em bandido, talvez isso já garanta uma votação expressiva aos candidatos ligados ao mundo do crime. Claro, entre os eleitores há também criminosos. E há os oportunistas, os desavisados, os ignorantes, os iludidos, os desmemoriados.

Grande parte da imprensa contribui para a proteção a políticos que já deveriam ter sido expelidos da vida pública. Infelizmente, nem todo mundo se libertou da mídia tradicional, que esperneia, tentando manter o monopólio da informação. Veículos que se consideram os donos da verdade usam a militância na seleção de suas pautas e na definição do tratamento que cada um desses assuntos escolhidos longe dos critérios jornalísticos receberá. Tudo parece ter um objetivo político, ideológico, revanchista…

Só isso pode explicar o pouco espaço que o autointitulado “consórcio de imprensa” deu aos trechos inéditos da delação premiada que o publicitário Marcos Valério fechou com a Polícia Federal. Ele falou do envolvimento do PT com o PCC, a maior facção criminosa do país: corrupção, lavagem de dinheiro, chantagem, ameaça e até assassinato. O esquema montado em Santo André, e que levou à morte do petista Celso Daniel, então prefeito da cidade, acabou sendo o laboratório para o mensalão e, depois, para o petrolão.

Em 2019, foi o ex-ministro Antônio Palocci quem contou como o PT teria usado o PCC para lavar dinheiro no Ceará. Nesse mesmo ano, foi divulgada a gravação de uma conversa telefônica de um integrante do PCC: “O PT tinha diálogo com ‘nóis’ cabuloso”. E não acaba… Há poucas semanas, a polícia confirmou que investiga se um vereador paulistano do PT recebeu dinheiro do PCC na campanha eleitoral. E ainda tem o contador ligado a Lula, que é suspeito de lavar R$ 16 milhões para o crime organizado.

João Muniz Leite trabalhou para Lula de 2013 a 2016. É um homem de muita sorte. Apenas em 2021, ele e a mulher teriam ganhado 55 vezes em loterias federais… Em uma das vezes, o prêmio teria sido dividido com o traficante do PCC conhecido como Cara Preta. E tem mais: o escritório atual de Muniz Leite, em São Paulo, fica no mesmo endereço em que Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente, mantém três empresas.

Faltou falar do general venezuelano Hugo Armando Carvajal, ligado a tráfico de drogas e terrorismo. Ele revelou que os governos de Nicolás Maduro e Hugo Chávez fizeram, por pelo menos 15 anos, pagamentos ilegais a políticos e partidos de esquerda. Lula está entre os citados. Faltou falar da parceria entre Lula e Sérgio Cabral, que teve como cabo eleitoral em uma de suas campanhas o traficante carioca Marcinho VP.

Assim estamos: há políticos comunistas, há políticos corruptos, há aqueles ligados ao crime organizado. E há, para piorar, os que se inserem nesses três grupos. A situação é tão delicada que andam dizendo por aí que as denúncias de ligação do PT com o PCC seriam apenas para difamar a facção criminosa… E, no mundo ideal, ninguém acharia graça nessa piada.

Um comentário em “COMUNISTAS, CORRUPTOS E NARCOTRAFICANTES

  1. E o pior, isto não vai dá em nada,os vagabundos envolvidos estão infiltrados na polícia (estadual e Federal) política, no judiciário e na mais alta corte (STPTF).. Reclamar a quem? Nossa única saída é o Artigo 142 da CF/88. Fora isso, não vejo salvação!

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