Depois de um nutritivo café matinal, tomado após um banho de muita ensaboadura, todos os domingos efetivo alguns vícios. O primeiro é o de ler o Jornal da Besta Fubana, ver se meu texto está nos conformes, responder aos comentários emitidos e ler as demais escriturações escrotas fubânicas, para ficar atualizado sobre os elogios e dedadas CUlturais dos colaboradores diante dos cenários técnicos, políticos, econômicos e sociais do país. Um JBF sempre nota 10 diária, onde explicito umas boas gargalhadas com as charges que muito refletem as esculhambações cometidas nos quatro cantos do mundo.
O segundo momento dominical é mais introspectivo. Por uma boa hora, leio e medito sobre temas espiritualistas e espiritistas, sempre buscando ser uma metamorfose ambulante a La Raul Seixas, aquele menestrel que continua fazendo uma falta arretada. Lanço sempre mão, em primeiro lugar, de um devocional elaborado pelo notável teólogo John Stott (1921-2011), eleito pela revista Time como uma das personalidades mais influentes do mundo. O devocional tem um título: A BÍBLIA TODA, O ANO TODO: MEDITAÇÕES DIÁRIAS DE GÊNESIS A APOCALIPSE, John Stott, 2ª. edição, Viçosa MG, Ultimato,2007, 432 p. Um devocional dividido em três partes: a. Da Criação do Cristo: um panorama do Antigo Testamento (setembro a dezembro); b. Do Natal a Pentecostes: um panorama dos Evangelhos de Cristo (de janeiro a abril); c. Do Pentecostes à Parusia: um panorama do Livro de Atos, das Cartas e do Apocalipse, a vida no Espírito (de maio a agosto).
O resto da manhã é destinado às escriturações semanais: o texto semanal do nosso site www.fernandogoncalves.pro.br, download gratuito, respostas às consultas rápidas feitas por amigos e companheiros de jornadas empreendedoras, na construção das FagNotas, sempre de segunda a sexta, também colocadas no Facebook e ainda enviadas para um bocado de gente via e-mail e zapzap. A manhã é terminada por leituras feitas nos apps do Jornal do Commercio, da Folha de São Paulo e do G1, onde capturo notícias e ideias para os Cadernos do João Silvino da Conceição, meu companheiro desde o primeiro dia de nascido, natalense que nem eu, repleto de uma nordestinidade arretada, sempre muito encharcada de Brasil.
Depois do almoço sem lero-leros, sempre acompanhado de uma geladíssima cerveja sem álcool, um cochilo restaurador de meia hora, em preparação para as assistências televisivas de eventos esportivos, de preferência futebol (masculino ou feminino), volibol (campo ou praia), tênis de quadra, futebol de salão e outros eventos olímpicos, excluindo box, lutas marciais e outras agressões físicas.
A noite é reservada para uma janta ligeira, sopa de feijão com macarrão ou sopa de aspargos, rearrumação do cantinho de estudos, atualizações converseiras com a Sissa, para coletas de inspirações novas para a semana entrante, leitura de um jornal paulista, assistir o programa Perrengue na Band, tomar um banho muito ensaboado, vestir um pijama e ouvir notícias sobre os últimos acontecimentos planetários, inclusive esportivos, também sobre o andamento da guerra Rússia x Ucrânia, liderada por dois líderes peçonhentos que rejeitam a paz concreta em troca de uma obsessão dominadora ou de auxílios financeiros de países poderosos, fabricantes de armas e munições. A guerra teria um rápido final se os dois líderes agressores ficassem diante dos seus exércitos, na frente das metralhadoras e canhões inimigos, também recebendo as bombas vindas do alto.
Recolho-me sempre com a Sissa, após assistir pela TV as últimas esportivas, clamando ao Pai de todos nós, que ajude cada um a seguir bons caminhos, em todos os quadrantes do mundo, assimilando a lição deixada por André Weil, aos setenta e quatro anos:
“Um homem de primeira categoria cerca-se de pessoas tão boas ou melhores do que ele. Um homem de segunda categoria cerca-se de pessoas de segunda categoria. Um homem de terceira categoria cerca-se de pessoas de quinta categoria.”
Adormeço sempre elegendo no íntimo algumas boas personalidades políticas, empresariais, religiosas, civis e militares do Brasil, um país que está a necessitar de uma muito ampla desmediocratização cívica. Bem como uma inadiável desbostalização televisiva.