PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

A porta aberta. Veio, quieta e suave…
Era material, espirito? Trazia
uma ligeira inclinação de nave
e uma luz matinal de claro dia.

Não chegava a ser ritmo, harmonia,
nem era cor. O coração bem sabe!
Porém dizer como era não podia
forma não é, e nem na forma cabe.

Língua, barro mortal, cinzel inepto
deixa a flor do conceito – eis o meu repto
nesta noite de bodas, de louvor,

e canta, mansamente, humildemente,
a sensação, a sombra, o estar presente,
enquanto ela a minha alma enche de amor.

Colaboração de Pedro Malta

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