Mickey, o ratinho cheio de graça
Desta vez me refiro a episódios sobre a captura dessas indesejáveis criaturas que invadem nossos lares, com certa frequência e incrível desfaçatez: os ratos.
São várias as denominações: catitas, gabirus, ratazanas, roedores, políticos, etc. Surgem até em reportagens ao vivo, o que aqui se comprova clicando aqui.
Lembro-me da historieta de uma senhora, professora, que vivia infernizada com um rato velho, já buchudo; que que transitava por sua cozinha, lépido e fagueiro, quase todas as noites, desafiando D. Jumira.
O bicho dominava o “pedaço”.
D. Criméia, uma vizinha, sugeriu a compra de uma ratoeira, artefato simples mas infalível, encontrado nas feiras do interior. No entanto, não explicou que o funcionamento dependia de um pedaço de queijo, para atrair o roedor.
Ratoeira
Vivendo sozinha, D. Jumira chegou do trabalho e logo foi preparar a armadilha. Não sabendo como armar o artefacto, consultou a vizinha, mas, ao saber que seria necessário usar um pedacinho de queijo – e em sua dispensa e não tendo tal produto – não se deu por vencida.
Pra não deixar de usar a “arma” na mesma noite, no lugar do queijo, inventou uma espécie de engenhoca. Escreveu num pedaço de papel:
“Vale um queijo”.
E armou o “canhão”. Quando já estava nos braços de Morfeu, ouviu o “tá”… Levantou-se, com a rapidez de um buscapé, e pensou, toda risonha:
“Peguei o bicho!”
Mas, como dizem que os ratos são muito astutos, correu pra ver e encontrou outro bilhete no lugar do queijo:
“Vale um rato!”
Imagine-se no meio dessa cambada toda de políticos, novos e antigos, que sangram o povo brasileiro, quantos podem ser considerados catitas e gabirus!…

