O pintor comunista,
falante, marxista,
casou com a moça calada do 7° andar,
médica radiologista.
Durante o dia,
ele pinta paisagens,
coloridas, ideológicas, utópicas.
Ela analisa imagens radiológicas,
em preto-e-branco,
descoloridas, tecnológicas.
Ela nada sabe de cores;
Ele, tampouco de dores …
Os dois entendem de amores.
À noite, se amam em meio às telas,
pincéis, tintas, aquarelas
e raios-x de tórax …
Retratos do pulmão
e paletas de toda cor embalam os sonhos
de uma médica calada
e de um falante pintor …
e assim,
vivem um amor de cores quentes
em peitos tão iguais e diferentes …
Xico agora decidiu ser poeta, longe das músicas, desses da Academia Brasileira de Letras. Viva Xico!!!
Tento, às vezes, quando faço música ou escrevo crônicas e contos, ser Poeta. Nem sempre consigo, mas não custa tentar. Abraço ao Dr. Zé Paulo pela sempre generosidade de seus comentários.