CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

Livro para presente de Natal

Em crônica anterior utilizei uma metáfora da Antiguidade: “O canto do cisne”, que se refere à última grande realização de uma pessoa, antes do fim de uma carreira profissional ou de sua própria vida.

Entretanto cabe comentar as agruras de quem publica livros com investimento próprio, pois, o fato exige a abordagem sob várias vertentes: escolha do tema, pesquisa, redação, paginação e depois imaginar os artifícios do marketing, senão ficarão com seus volumes “encalhados”.

Já publiquei muitos livros para meus clientes, porque tenho sido, durante anos, editor. Mas o investimento era deles. Para bancar os meus, a partir de 1984, obtive patrocínios com certa facilidade.

Durante anos mais recentes, entretanto, houve mudanças significativas nesse ramo profissional. As empresas de propaganda atraíram os Corretores de Anúncios e isso dificultou a conquista de recursos.

Até o ano de 2001, mantive circulando uma revista especializada em propaganda médica, na qual havia a participação de uma equipe de Corretores de Anúncios: o Guia Dinâmico de Saúde. Mas isso foi há mais de 20 anos. Depois os trabalhadores autônomos desse ramo foram obrigados a ser Pessoas Jurídicas.

Revista produzida pela MDP

Há poucos dias publiquei o livro Viva Apiba e enfrentei uma contenda das mais difíceis para engaja as empresas de propaganda, conseguindo contratar apenas uma empresa, cabendo ao autor-editor bancar 30% dos custos industriais do livro.

A solução foi ouvir um técnico para organizar um Plano de Vendas. Homem de publicidade, no entanto, ele me alertou sobre os grandes obstáculos para o êxito. O comércio em geral vive sob aperto escorchante e isso dificulta a conquista de publicidade e os custos industriais, ambos perversos.

Mas o livro de notas sobre o compositor Capiba encalhou. Resolvi então acelerar, bancando parte da impressão e armei um plano.

Como participante de duas academias de artes e letras, apresentei uma proposta aos meus pares. Cada um dos colegas escritores colocaria à venda seus livros “encalhados”, e assim juntando quantidade maior, iremos negociar com livreiros e sebistas melhores condições de venda.

Todavia, antes, por cautela, desisti de materializar alguns planos profissionais, a fim de focar apenas num único projeto. Todavia, se me aposentar de vez, falecerei. Portanto, adotar o modelo do “Canto do Cisne”, jamais!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *