Da mesa, do outro lado,
Vi um cálice caindo
Vi quando bateu no chão
Nesse choque se partindo
Em não sei quantos pedaços
Mas um desses estilhaços
Pulou do chão, me ferindo.
Era aquilo me atingindo
E eu vendo que fui ferido
Me veio a compreensão
Dos cálices, o seu sentido:
Um deles caindo ao chão
Esteja distante, ou não,
Você será atingido.
Magistral poeta…
Cále-se, gritam os censores nestes comunistas tempos nesta terra Brasil, caro poeta.
Os que querem nos calar brindam em cálices de ira.
Calam os veículos de comunicação e, se vierem a calar o JBF, calarão a voz do poeta maior, que nos chega através desta escrota gazeta de todos nós.
Ergamos, pois, o cálice do vinho da amizade e tomara possa o seu NORDESTE dar ao 22 os votos necessários para que não falte a nós motivos para brindar no 2022 que já se avizinha.
Sancho entende!
Isso!
Geralmente mata muitos, antes de cicatrizar em apenas um.
Parabéns, querido poeta Jesus de Ritinha de Miúdo, pelo belo poema, CÁLICE CAÍDO, tão significativo para o atual momento político.,
Não estamos nos anos de chumbo, mas a censura está no ar..
Em termos, a história se repete…
Realmente, os estilhaços de um cálice que cai ao chão, atingem a todos e podem causar feridas que nunca cicatrizem..
Bom final de semana!
A leitura que eu esperava era justamente essa, querida Violante.
Obrigado por sua atenção.
O cálice atinge tudo e todos. Mata até o mais lindo amor. Alguém já viu algum amor sobreviver calado? Amor calado é devorado por devaneios solitários e pensamentos sem contra-argumentos. Um amor cheio de cálices é egoísta de um lado e doído de outro. Ao poeta, lindos são os seus versos de CÁLICE CAÍDO, somente espero que não seja atingido por um estilhaço que o cale também.
A Moça da Praia está se despedindo, vai morar na montanha, à direita de quem vai e à esquerda de quem vem. Foi um prazer frequentar esse espaço. Abraços em todos.