Há países que desperdiçam petróleo. Há países que desperdiçam água. Há países que desperdiçam florestas, minérios, energia, território. O Brasil possui uma forma de desperdício infinitamente mais grave: desperdiça seres humanos. E talvez esta seja uma das tragédias mais silenciosas de nossa história. Porque o desperdício de uma pessoa não produz fumaça, não deixa crateras no solo, não aparece imediatamente nas estatísticas de produção. Ele acontece em silêncio. Começa quando uma criança talentosa nasce em uma família sem recursos; prossegue quando um adolescente abandona os estudos porque precisa trabalhar; consolida-se quando alguém com extraordinária aptidão para engenharia torna-se aquilo que consegue pagar para ser; e termina quando uma inteligência potencialmente extraordinária simplesmente se convence de que determinadas portas não foram feitas para ela.
Não sabemos quantos engenheiros o Brasil jamais formou. Quantos cientistas. Quantos professores. Quantos médicos. Quantos matemáticos. Quantos compositores. Quantos pesquisadores. Quantos inventores. Quantos empreendedores. Quantos homens e mulheres extraordinários foram condenados à mediocridade não por falta de capacidade, mas por falta de oportunidade. Eis a pergunta que deveria perturbar qualquer sociedade que pretenda chamar a si mesma de desenvolvida: quantas inteligências estamos deixando pelo caminho? O problema não é apenas econômico. É civilizacional. Uma criança não escolhe o lugar onde nasce. Não escolhe a renda dos pais. Não escolhe a qualidade da escola que encontrará. Não escolhe se terá livros em casa, acesso à tecnologia, professores qualificados, alimentação adequada ou tempo para estudar.
Mas, ao longo da vida, frequentemente será julgada como se todas essas condições tivessem sido escolhas suas. É uma ironia cruel. Exigimos excelência de quem, muitas vezes, jamais recebeu as condições elementares para descobri-la. Os números não são meras abstrações. O IBGE registrou, em 2024, diferenças substanciais de escolarização associadas à renda e à região; entre jovens de 18 a 29 anos, a média de anos de estudo era de 10,6 entre os 25% de menor rendimento e 13,5 entre os 25% de maior rendimento. No Nordeste, a taxa de analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais chegou a 11,1%, contra 5,3% na média nacional. O PISA oferece outro retrato desconfortável: em 2022, apenas 27% dos estudantes brasileiros alcançaram ao menos o nível básico de proficiência em matemática, contra 69% na média da OCDE. Dentro do próprio Brasil, estudantes socioeconomicamente favorecidos superaram os desfavorecidos em 77 pontos de matemática.
Não é necessário transformar esses números em condenação absoluta de uma nação. Mas é impossível observá-los com honestidade e concluir que o problema é irrelevante. E então chegam as eleições. A cada quatro anos, a liturgia se repete. Mudam os rostos ou não; mudam os slogans ou não; mudam as cores ou não; mudam as promessas ou não. Mas a retórica permanece familiar. O futuro é anunciado como se estivesse logo depois da esquina. A educação será revolucionada. A saúde será transformada. A segurança será resolvida. O emprego será multiplicado. A pobreza será enfrentada. A ciência será valorizada. A juventude terá oportunidades. O país finalmente avançará. E, durante algumas semanas, o futuro parece caber inteiro em um palanque. Depois vêm os votos. Depois vêm as posses. Depois vêm os discursos oficiais. E o futuro, inexplicavelmente, volta a ficar distante. Quatro anos passam. E a mesma missa é celebrada novamente. Novas promessas. Novos discursos. Novas esperanças. Novas palavras cuidadosamente escolhidas para produzir a impressão de mudança.
E novamente o cidadão é convidado a acreditar que, desta vez, será diferente. Não se trata de afirmar que absolutamente nenhuma política pública produza resultados, nem de negar avanços concretos que o Brasil tenha alcançado. Seria intelectualmente desonesto. A questão é outra. Uma democracia não deveria ser avaliada apenas pela eloquência de suas promessas, mas pela distância entre aquilo que foi prometido e aquilo que efetivamente foi entregue. Prometer é fácil. Entregar é outra coisa. Anunciar uma universidade é fácil. Formar professores é difícil. Inaugurar uma escola é fácil. Garantir aprendizagem é difícil. Prometer tecnologia é fácil. Criar pesquisa científica de excelência é difícil. Falar em oportunidades é fácil. Construir mecanismos para que uma criança pobre realmente consiga alcançá-las é extraordinariamente difícil. E talvez seja justamente por isso que sociedades sérias precisam aprender a desconfiar menos das palavras bonitas e prestar muito mais atenção aos resultados mensuráveis.
Imaginem, por um instante, outro Brasil. Não um Brasil perfeito. Não uma fantasia pueril na qual desapareceram todos os problemas humanos. Um Brasil que simplesmente decidisse fazer uma pergunta diferente: “Do que você é capaz?” E, depois: “O que você precisa para desenvolver essa capacidade?” Um adolescente revela extraordinária aptidão para engenharia elétrica. A família não pode pagar sua formação? Então a sociedade não deveria perder aquele engenheiro. Uma jovem demonstra talento excepcional para medicina?
Que o talento não seja sepultado pela pobreza. Uma criança revela capacidade incomum para matemática? Que encontre professores capazes de levá-la além. Outra demonstra aptidão para música? Que tenha acesso a instrumentos, professores, tecnologia e conhecimento. Outra deseja estudar astronomia? Que encontre telescópios, laboratórios, universidades e pesquisadores. Não se trata de fabricar uma sociedade de gênios. Trata-se de algo muito mais sensato: não impedir que os talentos existentes floresçam. A própria OCDE observa que sistemas educacionais podem alcançar desempenho elevado ao mesmo tempo que reduzem o peso da condição socioeconômica sobre os resultados dos estudantes. E aqui reside uma das maiores oportunidades — e uma das maiores responsabilidades — de uma nação. Educação não deveria ser apenas um mecanismo para produzir mão de obra. Deveria ser o mecanismo pelo qual uma sociedade descobre aquilo que seus próprios cidadãos são capazes de realizar. Porque uma civilização verdadeiramente inteligente não pergunta apenas: “Quanto podemos produzir?” Pergunta: “Quantas possibilidades humanas estamos deixando de desenvolver?”
Talvez o maior patrimônio de uma nação não esteja enterrado sob suas montanhas. Talvez não esteja em seus campos. Talvez não esteja em suas reservas de petróleo, em suas florestas ou em seus portos. Talvez esteja sentado numa carteira escolar. Silenciosamente. Esperando. Uma criança. Um cérebro. Uma curiosidade. Uma aptidão. Uma possibilidade. E se essa possibilidade jamais receber a oportunidade de existir plenamente, perdemos todos. Perde a criança. Perde a família. Perde a comunidade. Perde a universidade. Perde a indústria. Perde a ciência. Perde a cultura. Perde o país. O verdadeiro desperdício não é aquilo que se joga fora. É aquilo que jamais se permitiu florescer. Talvez seja hora de abandonar a ideia de que desenvolvimento significa simplesmente construir mais. Mais estradas. Mais prédios. Mais máquinas. Mais produção. Mais consumo. Tudo isso importa. Mas há uma pergunta anterior: que tipo de ser humano estamos formando para habitar esse futuro? Porque podemos construir a cidade mais sofisticada do planeta e continuar vivendo numa sociedade intelectualmente pobre. Podemos possuir inteligência artificial e continuar incapazes de ensinar uma criança a ler. Podemos fabricar máquinas extraordinárias e continuar incapazes de descobrir o talento extraordinário que existe dentro de uma criança sem recursos.
Podemos falar incessantemente sobre o futuro e, ainda assim, condenar milhões de pessoas a um presente sem perspectivas. E então teremos tecnologia. Mas não teremos civilização. O Brasil não precisa apenas de promessas maiores. Precisa de oportunidades maiores. Não precisa apenas de discursos sobre educação. Precisa de educação capaz de transformar potencial em competência. Não precisa apenas de programas que anunciem igualdade. Precisa de condições concretas para que alguém nascido sem recursos possa disputar o futuro sem carregar, desde o nascimento, uma sentença de limitações que não escolheu. E, sobretudo, precisa compreender uma verdade desconfortável: não existe país desenvolvido desperdiçando sistematicamente o próprio talento humano. Talvez o maior projeto nacional possível não seja prometer que todos terão exatamente a mesma vida. Seja garantir que ninguém seja impedido de descobrir até onde poderia chegar. Porque talvez o Brasil não seja pobre de inteligência. Talvez seja pobre de oportunidades para que sua inteligência se manifeste. E essa diferença é monumental. Uma nação que não encontra seus talentos desperdiça seu futuro antes mesmo de conhecê-lo.
Por isso, antes da próxima promessa, antes do próximo slogan, antes do próximo palanque, antes da próxima eleição, talvez devêssemos fazer uma pergunta simples, incômoda e absolutamente devastadora: Quantos brasileiros extraordinários estamos deixando de conhecer? A resposta talvez diga mais sobre o nosso estágio de desenvolvimento do que qualquer índice econômico. Porque um país pode sobreviver desperdiçando dinheiro. Pode sobreviver desperdiçando recursos. Pode até sobreviver desperdiçando tempo. Mas quando começa a desperdiçar pessoas, começa a desperdiçar o próprio futuro.
Porque o Brasil não tem um prêmio Nobel?
Falta de Investimento em ciência e tecnologia;
Fuga de talentos;
Destruição de heróis pela “síndrome da inveja dos pares”.
E esse último motivo é o principal.
Chegamos perto com Carlos Chagas – 1913 e 1921, César Lattes – 1950, Johanna Dobereiner (química) e atualmente temos a cientista Tatiana Coelho de Sampaio, que a imprensa insiste em menosprezar e nunca chama de cientista, no máximo fala que é bióloga.
A Tatiana criou o que será a cura para a tetraplegia e isso com certeza terá um Nobel. Ou teria, porque ela, além de ter que submeter seus estudos e testes à toda a bateria de provas que o processo científico exige, ainda terá que superar a inveja de todos os outros cientistas brasileiros e de grande parte da máfia da medicina e sei lá quantas outras instituições que não priorizam o ser humano e só visam o lucro e que vão tentar desqualificar seu trabalho, como sempre ocorreu, até que alguém de outro país, se destaque mais e bem assessorado, influencie os jurados do prêmio.
Então, meu camarada Maurino. O Brasil desperdiça seres humanos, impede que se destaquem e os que conseguem, apesar disso tudo, são massacrados.
A imprensa é a primeira a atirar.
Porque a síndrome da inveja está em toda parte. O brasileiro que é preguiçoso, tem QI médio de 85 e que não consegue evoluir, quer um Bolsa Família, quer tirar vantagem em tudo e fica devastado se um vizinho progride. O cara prefere votar no 13 só pra dar merda e prejudicar que trabalha mais que ele.
Os profissionais e cientistas que veem um colega progredindo e a imprensa cheia de canhotos, querem logo frear seu destaque.
Há países que desperdiçam petróleo (e o Brasil é um deles). Há países que desperdiçam água(e o Brasil é campeão em vazamento de água tratadax). Há países que desperdiçam florestas, minérios, energia, território(Aí é só olhar pra Amazônia e encontrar todas essas mazelas runidas). O Brasil possui uma forma de desperdício infinitamente mais grave: desperdiça seres humanos.
Mas o brasileiro é invejoso (por natureza) e ver alguém crescer destrói por dentro o incompetente que a tudo observa…
Ou seja, a inveja mata….
Quantos brasileiros extraordinários estamos deixando de conhecer? A extraordiária brasileira Matilde, que por óbvio todos conhecem, vos dirá que não sabe, mas concorda que boa parte do povinho (sim, eles são quase a metade da população) prefere votar no 13 só pra dar merda e prejudicar quem trabalha (pena, estuda, evolui), mais que ele, o que me conduz ao Marcelo Bertoluci: “O importante é o humanograma. Se o humanograma for bom, qualquer organograma funciona. Se não for, nenhum organograma dá jeito.”
Aunque esto no es cómo empieza y sí cómo termina, el dato es demolidor: Dinossauros de agora… Hoje é o Dia Internacional da Tradução, e os tradutores, com o advento da IA, estão ameaçados de extinção. Por todo o lado se fazem já traduções com recurso à Inteligência Artificial e, com o aperfeiçoamento tecnológico, é de crer que não há mais espaço para tais profissionais, substituídos por máquinas mais competentes e rápidas na tarefa.”To be, or not to be, that is the question”.
Domingo ai ser phodda bagarai, meus caros – E foi minha comadre Hurnilda Hinvioláviu, fã de teorias da conspiração, quem disse: “Má Tilde, sua velha coroca, o que vai ter de mesário trabalhando depois do expediente dominical” (entendedores entenderão)… não esqueçam a dilmística afirmação de que fazem o diabo pra ganhar eleição…
Chego quase ao final mandando um beijo estalado na bochecha do destemido e espartano André Mendonça (quanta coragem em um único homem a enfrentar, de frente, todo o sistema – um único descuido e eles o guilhotinarão).
Por fim e enfim, que Deus proteja a pátria mãe gentil, encha de inspiração meus maravilhos netinhos Maurino e Laudeir, afaste da vida pública quem faz o diabo, impeça que as mãos dos ímpios toquem no Mendonça, não deixe ninguém vilolar a inviolável e a nós não desampare jamais. Valha-me Deus!!!!!
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“Mas o brasileiro é invejoso (por natureza) e ver alguém crescer destrói por dentro o incompetente que a tudo observa…”
Ou como disse um dos nossos gênios, Tom Jobim: “O Brasileiro toma o sucesso alheio como uma ofensa pessoal.”
O falecido Janer Cristaldo contou que quando se candidatou a uma bolsa de doutorado na Sorbonne, paga pelo governo francês, não recebeu uma única recomendação positiva de colegas brasileiros e vários deles escreveram ao comitê de seleção pedindo que ele não fosse aceito.
Marcelo Bertoluci, meu caro,
Tentando abusar de sua paciência e sua sapiência ouso perguntar:
Se temos 12 candidatos à presidência da República neste pleito (em minha opinião 11 deles são menos ruins do que o janjo), por que o janjo está com quase metade do eleitorado disposto a votar nele, em detrimento de 10 que computo melhores do que ele e que estão quase zerados nas pesquisas, onde só o 13 e o 22 se sobressaem? Qual é o mistério que meus poucos neurônios não conseguem captar? Zema e Caiado, com fama ótimos governantes estaduais em MG e GO certamente são menos ruins do que o nine. Estendo a pergunta ao Maurício Assuero e ao João Francisco que o igualam em sensatez quando vêm ao debate neste espaço democrático, tão democrático que sempre deu espaço para o espetacular (era euzinha fãzona) ceguinho teimoso Goiano Braga Horta, que creio, por ter sumido, engasgou com overdose de pão com mortadela e morreu do engasgo ou foi a óbito pelos malefícios do pão e da mortadela (dizem que os embutidos e farinha branca de trigo fazem muito mal à saúde).
Hoje Matilde, cujos neurônios andam fugindo em debandada, está questionante.
Meu caro, compreendo perfeitamente a essência do que você colocou e, em grande medida, ela dialoga com a própria ideia que procurei levantar no texto: o Brasil não pode continuar desperdiçando pessoas capazes, sejam elas cientistas, professores, pesquisadores, profissionais, artistas ou simplesmente cidadãos que poderiam contribuir muito mais para a sociedade.
Eu apenas faria uma ressalva: talvez seja perigoso transformar um problema tão complexo em uma explicação única. Há falta de investimento, burocracia, desigualdades educacionais, fuga de talentos, descontinuidade de projetos e, sim, eventualmente também comportamentos humanos pouco nobres. Mas precisamos ter cuidado para não transformar exceções e percepções em características de todo um povo.
No caso de Tatiana Coelho de Sampaio, por exemplo, considero que o mais importante neste momento é que sua pesquisa seja submetida ao rigor científico necessário e tenha condições de avançar. A ciência não precisa de torcida organizada; precisa de evidências, financiamento, transparência, replicação e perseverança. Se os resultados se confirmarem, será uma conquista extraordinária — para ela, para a ciência brasileira e, principalmente, para as pessoas que sofrem com lesões medulares.
E talvez seja justamente aí que nossas ideias se encontram: precisamos aprender a celebrar o talento antes que ele precise partir para ser reconhecido.
Não deveríamos esperar que um brasileiro faça sucesso no exterior para então descobrirmos que tínhamos um talento extraordinário dentro de casa.
O Brasil não precisa apenas de mais gênios. Precisa aprender a não desperdiçar os que já possui.
EXERCÍCIO ELEITORAL
Minha amiga Bomb Shell contou-me que um grupo terrorista conseguiu sequestrar Lula e Flavio Bolsonaro. Ambos foram conduzidos a dois locais distintos, separados por mais de 50 km e estão amarrados a explosivos com capacidade para pulverizar tudo dentro do quarteirão onde se encontram. Vai explodir dentro de 69 minutos. Um policial capturou um membro do grupo sem que os demais terroristas percebam. Ele só sabe a localização de um dos reféns. Qual dos dois você pediria aos céus para que fosse o refém que tal terrorista conhece o paradeiro?
Hoje Matilde está bombástica, malvadona e explosiva.
E, como bate à porta o dia D, é hora de achar o título de eleitor na bujinganga espalhada pelo muquifo.
¿qué podría salir mal? Sabedores que somos de que os eleitores da extrema-esquerda jamais deixam de votar, passo a bola para Renato Sant’Ana, que faz-se brilhante ao afirmar: “Pessoas sensatas, com valores bem afirmados, que optam por não votar deixam que suas vidas sejam decididas por fanáticos movidos por ódio e com espírito destrutivo”. Li atentamente e tais palavras pareceram-me fazer todo o sentido quando observamos o que aconteceu com Cuba, Nicarágua e com a Venezuela chavista.
Por isso, não poupe as canelas (vá ao voto), estimado eleitor e muito menos os dedos diante do misterioso teclado urnístico…
E confirmando a josta que é o brésil, a taxa de jovens brasileiros que não estudam, não trabalham nem estão em treinamento ou formação, segundo relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance), divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). é de 22,4%. Em nota à imprensa, o Ministério da Educação (MEC) reconhece através do superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, reconhece que boa parcela dos jovens adultos ainda não têm educação básica completa.
Ou seja, se os que frequentam as escolas passam vergonha nos exames tipo PISA, ainda temos que aturar aqueles que querem rede, sombra e água fresca acrescido com um poupudo bolsa família, pois a vagabundagem está virando meio de vida nesta josta de país. Uma pena que euzinha, infelizmente não tenha grana para me sustentar na Argentina, no Paraguay ou no Uruguay. Vida que segue…
Agradeço a todos que comentaram.
O curioso é que um texto sobre o desperdício de talentos humanos acabou conduzindo o debate para a política. Talvez isso, por si só, já diga bastante sobre o país em que vivemos e que ao longo de sua combalida história, desperdiçou tantos, digamos assim, “talentos políticos”. Embora eu deteste políticos. Sério.
Independentemente de partidos, governos ou ideologias, continuamos assistindo a gerações de brasileiros com inteligência, criatividade e capacidade extraordinárias enfrentando obstáculos que não deveriam existir. Enquanto discutimos quem tem razão, talentos são desperdiçados, oportunidades desaparecem e potenciais inteiros ficam pelo caminho.
O Brasil não carece de pessoas capazes. Carece, muitas vezes, de coerência, planejamento, responsabilidade e visão de longo prazo. E essa é uma deficiência que atravessa governos, instituições e até mesmo a sociedade.
Talvez avancemos quando dedicarmos menos energia a defender narrativas e mais esforço a construir soluções. O país já perdeu tempo demais discutindo culpados, enquanto continua desperdiçando aquilo que possui de mais valioso: sua própria gente.
Mais uma vez, obrigado a todos pelos comentários. Domingo está chegando. Esperemos que seja resolvido no primeiro turno e que a corja maldita do partido das trevas, se dane nos quintos dos infernos.