Leandro Ruschel
Explicando para um comunista como funciona o mercado de um produto global, como o café: há vários produtores no mundo, que geram uma oferta do produto, no caso o café. Há a demanda, gerada pelos consumidores.
A relação entre oferta e demanda produz um preço de equilíbrio. Para uma mesma demanda, se a produção aumenta, o preço cai. Por outro lado, se a produção diminui, o preço aumenta, por exemplo. Como o café é um produto com uma demanda mais ou menos estável (cresce um pouco todo ano), o que faz o preço variar mais é o lado da oferta, que depende de vários fatores, como o clima.
Se um país é eficiente na produção de um produto, como o Brasil é em relação ao café, ele consegue suprir a demanda interna, e ainda exportar para o mercado externo.
Logo, aprendemos que o preço do café não depende da busca pelo lucro, mas sim do equilíbrio entre oferta e demanda a nível global. Se o preço de equilíbrio estiver acima do custo de produção, o produtor ganha dinheiro, de outra forma, ele opera no prejuízo.
Voltando à eficiência, num país em que as condições de produção de café são ideais, como o Brasil, o preço de equilíbrio global é usualmente maior do que o custo de produção, gerando um incentivo para o aumento da área plantada, e por tabela, da produção.
Com isso, o Brasil aumenta o ingresso de divisas internacionais, favorecendo a balança comercial e enriquecendo o país, não apenas o produtor, visto que ele vai investir mais no negócio, contratar mais gente, comprar mais insumos, consumir mais, e o saldo que sobrar, ele vai deixar no banco, que usará os recursos para emprestar mais, fazendo toda a economia nacional crescer. Enfim, há um ciclo autoalimentado de criação de riqueza.
Por outro lado, a mentalidade socialista, como a de Boulos, leva ao ciclo da miséria. A estupidez misturada às más intenções resulta em medidas como a taxação de exportações ou até a proibição. Segundo matéria recente da Folha, a ala mais radical do governo estaria estudando essa possibilidade. Caso ela fosse implementada, o aumento da oferta interna levaria à queda de preços, comprimindo o lucro do produtor.
Há um desincentivo à expansão da produção, o que faz com que a queda inicial dos preços seja revertida para alta do preço, num segundo momento, pela queda da produção. Em paralelo, o país deixa de exportar e receber divisas, piorando a balança comercial, o que produzirá desvalorização da moeda e aumenta generalizada da inflação. O produtor deixará de contratar, de consumir e de investir.
Quando o preço aumenta, pelos motivos apresentados, os néscios socialistas tiram da manga a segunda “brilhante” medida de tabelar os preços. Como ninguém trabalha para produzir prejuízos, o “ganancioso” produtor que “só pensa em lucro” fecha as portas, promovendo a escassez, ou seja, o produto fica indisponível ao público.
Não por acaso, a escassez é a marca fundamental de todo o regime socialista. Mas isso não é fruto de mera imbecilidade. Tirando os néscios que acreditam de fato nessas ideias, há os líderes mais inteligentes do movimento socialista que sabem exatamente qual será o resultado dessas medidas, e as adotam com o objetivo mesmo de jogar um país na miséria, por um simples motivo: escravizar o povo.
Pessoas sem nada, dependentes de uma migalha governamental para não morrer de fome, são muito mais fáceis de controlar do que cidadãos minimamente prósperos e independentes.

sr. Leandro,
explicar para comunista é perda total de tempo; é tudo tosco, imbecil, rude.
e esse aí tem todas as ferramentas de um malandro idiotizado; pode até
não ser.
Quem disse que ele vai entender? Não se recorda quando ele propôs fazer concurso público pra zerar o déficit da previdência? A lógica é simples: o governo contrata e as pessoas contratadas irão contribuir para a previdência. Simples