XICO COM X, BIZERRA COM I

Tempos sombrios. Nossa esperança se infectou e qualquer espirro ou tosse faz-se acompanhar do temor da contaminação. Beijos, as máscaras protetoras impedem; abraços, só de longe, virtuais, ainda assim esterilizados com álcool em gel e sabão. Esse drama de alegrias confinadas, de ausências indesejadas, de distâncias tão cruéis promove o isolamento de encontros, o distanciamento de amigos e de gente querida. Restará como legado a possibilidade de que uma nova era de igualdade e bem-estar social brote no universo ante a insegurança que acompanhou o vírus e a constatação da fragilidade da vida. Que não demore a volta da alegria, do carinho, do poder beijar e ser beijado, que a gente nasceu foi para ser feliz. Por enquanto, parafraseando Manoel Bandeira, só nos resta ouvir um baião matuto saído de uma sanfoninha do sertão e aguardar o bom tempo que está por vir.

Toda a série FORROBOXOTE, Livros e Discos, disponível para compra no site Forroboxote. – Link BODEGA. Entregas para todo o Brasil.

1 pensou em “BEIJAR E SER BEIJADO

  1. Que beleza, Xico!!!

    Gente é pra brilhar não pra morrer de… tédio e distanciamento, né não Mano Caetano?

    Você já imaginou ficar sem os abraços e cheiro de Bernardo? E dos outros entes queridos? E da mulher amada? E dos amigos?

    Viva tivesse, mamãe dizia: Esse vírus é egoísta, meu filho! Só pensa nele! Eu é que não vou obedecer esse maldito chinês! Com quem compartilho meus sentimentos, minhas alegrias, tristezas? Com o vento?

    Forte abraço, grande Poeta!

    Um grande clínico geral de mais de 70 anos, amigo meu me disse abertamente:

    “Ciço, quem está matando o povo é essa imprensa desgraçada, acostumada às mamatas de outros governos!” “Por isso está tocando o terror no povo!” Eu estou atendendo numa boa sem mudar minha rotina de trabalho e percebo que o povo está chegando ao consultório mais em pânico do que doente!”

Deixe uma resposta