Sou os olhos da Belle de Alceu
Sou a voz toda rouca de Ariano
Sou Capiba cantado por Germano
Sou garçom que ao Rossi atendeu.
A coragem de Arraes no apogeu
Sou o sonho mais belo do artista
A sombrinha, no frevo, da passista,
Oração de Dom Hélder pela paz
Sou o vento envergando coqueirais
Sou o Bar Acauã, da Boa Vista!
Eu sou Zeto da viola afinada
Sou caboclo lançando pelos ares
Sou a Besta Fubana de Palmares
Sou o Galo que sai de madrugada.
Sou a roda de coco d’embolada
Sou Antônio Marinho declamando
Sou Lirinha num palco encantando
Eu sou Xico Bizerra, e estou certo
Que sou Bar Acauã sempre aberto
Na Mamede Simões lhe esperando!
Sou a fúria cruel de Virgulino
Chico Science e seu maracatu
Sou Leão, sou Santinha, sou Timbu,
Sou boneco nas mãos de Vitalino.
Sou Bandeira no verso mais divino
Vida e morte escrita por Cabral
Breno Lira num solo maestral
Todo Duro e sua bofetada
Sou as mesas expostas na calçada
Lá do Bar Acauã num happy hour.
Sou Brennand preservando nossa arte
Sou o Rei do Baião e sou xaxado
Sou Nabuco, o líder respeitado,
Sou o sol sobre a cruz no estandarte.
Sou o tiro que dá o bacamarte
No repente eu sou Louro Batista
Da divina trindade repentista
Sou o Lorde de Olinda desfilando
Sou Josébio, sorrindo, lhe chamando
Vem pro Bar Acauã, da Boa Vista!

Parabéns Jesus. Muito bom esse resgate. Na Mamede tem, a cada segunda quarta-feira do mês, um encontro poético de tabirenses. Fiquei de passar por lá,
Pois passe, e abrace meu irmão Josébio.
Filho de papai e de mamãe.
Ele já tem uns 30 anos de Bar Acauã, na Mamede Simões, Alto da Boa Vista.
Eita que ficou bão, hein! Tudo encaixadinho. Nordeste é tudo de bão.
E único!
“Sou a Besta Fubana de Palmares”.
Arretado!
Ganhei o dia com essa.
Só os ícones pernambucanos.
Arretado: virei proparoxítona!!!
Sou o povo na rua se abraçando
No sol mais novo da rua do sol
O amarelo do tão lindo arrebol
Colorindo e não desamarelando
Sou a turma do Leão comemorando
O recente novo título conquistado
Sou o olhar de soslaio, o ver ao lado
No sereno da noite ou na manhã
Da Boa Vista, no Bar Acauã
O Jesus de Ritinha bem sentado
Sou o dia de sol com o chão enxuto
O andar da mocinha elegante
Sou Dr. José Paulo Cavalcante
Distraído fumando o seu charuto.
Sou o pardal inquieto e astuto
Beliscando à mesa um pão qualquer
Sou os olhos no corpo da mulher
Sou poeta rendido em seus desejos
Lá no Bar Acauã, pedindo beijos
Para ouvir dela um “se tu quiser”.
Parabéns pelo seu aniversário e pela rica postagem “BAR ACAUÃ, DA BOA VISTA”, grande poeta Jesus de Ritinha de Miúdo!
Os belos comentários do poeta Xico Biserra, Luiz Berto e Assuero enriqueceram a postagem!
Grande abraço!
Sua presença abrilhantou ainda mais.
Obrigado.
Meu point Favorito!
Você tem bom gosto.
Continue indo, Patrícia.
Esse Jesus, faz jus ao nome !!
Parabéns, poeta!!
Se morar em Recife, passe lá.