O ano acabou e passou ligeiro. Rapidinho, chegou o dia um de novo e o pano caiu para dar início a nova peça, a novo ato. O Teatro da vida aguarda. A importância maior, sabedoria incomparável, é fazer com que a cortina que se nos apresenta, ainda que seja chita, nos pareça a mais perfeita das sedas e com ela e seu colorido tenhamos a sabedoria de espalhar cores em torno de quem gostamos. E quando esse pano ameaçar desfiar, não permitamos que nossas costas fiquem desprotegidas, nuas, fazendo com que o resto continue a remendar os sentimentos que surgem ao longo dessa costura que é a vida. E então, o fio vivendo por um fio, findará o seu cio na prateleira dos anos felizes e das alegrias acumuladas. Aos fiapos que sobrarão, restará a missão de amarrar a solidão e alinhavar os desenganos. Seguir em frente é a receita, vestindo a alma com a melhor das roupas, costurada com a linha dos prazeres e com botões repletos de alegria. E aguardar o outro ano que vai chegar. Quanto ao ano findo, dizer da sorte de podermos dizer: Há Deus, Ano Velho.
XICO COM X, BIZERRA COM I

O ano velho se foi, mestre Xico. Ainda bem. Graças. Adeus.
Há Deus! Graças.