RODRIGO CONSTANTINO

A tática da esquerda radical consiste em impedir o debate. Antes, a turma alegava que qualquer opinião mais conservadora ou tradicional era “ofensiva”. Depois, partiram para a noção de que ela é prejudicial mesmo, causa danos a terceiros. Agora, chegaram ao estágio em que o silêncio já é uma agressão, ou seja, não basta nem mesmo se calar; é preciso concordar com a cartilha do politicamente correto e sinalizar “virtudes progressistas”.

Com essa tática, os “progressistas” seguem avançando com suas pautas que visam a desestruturar os pilares da civilização ocidental, vista por eles como um ícone da “opressão patriarcal do homem branco”. E um dos alvos nessa cruzada é a masculinidade. Antes o ataque era contra a tal “masculinidade tóxica”, mas agora já passou a ser contra qualquer traço de masculinidade. O homem moderno precisa ser afeminado para ser aceito.

A revista Vogue publicou uma imagem de Harry Styles, ator relativamente desconhecido, mas que esteve em “Dunkirk”, de Christopher Nolan, em trajes femininos. Como a própria “reportagem” diz, o objetivo é condenar a masculinidade em si, mostrar que os homens podem e devem se tornar mais femininos.

Candace Owens partiu para o contra-ataque, e comentou que nenhuma sociedade sobreviveu sem a masculinidade dos homens viris. Eis o que ela disse, em tradução livre:

“Não há sociedade que possa sobreviver sem homens fortes. O Oriente sabe disso. No Ocidente, a feminização constante de nossos homens ao mesmo tempo que o marxismo está sendo ensinado aos nossos filhos não é uma coincidência. É um ataque direto. Traga de volta homens viris.”

A postagem de Candace teve bem mais curtida do que a “reportagem” da revista, mas isso não impediu que ela fosse massacrada pela patrulha da patota. Nesse momento, parece que atacar de forma virulenta uma mulher negra está permitido, sendo ela mais conservadora. Só é minoria quando estiver do “lado certo” da visão ideológica.

Mas Candace tem um ponto, claro. O sucesso que o psicanalista canadense Jordan Peterson tem feito no mundo todo se deve em parte justamente a esse resgate de uma masculinidade orgulhosa de seu papel social. Homens e mulheres são biológica e culturalmente diferentes, graças a Deus! E são complementares, em que pese uma área de interseção.

Não é possível negar o esforço da esquerda em tornar os homens ocidentais mais afeminados. É algo visível demais para qualquer um. E não é algo fortuito. Tem método. Uma coisa é condenar a agressividade masculina, mais natural que a feminina; outra, bem diferente, é demonizar a virilidade em si.

Todos nós, seres humanos, devemos ser “domesticados”, ou seja, civilizados. Os machos de tudo que é espécie tendem a ser mais agressivos, e é bom que a humanidade coloque freios morais a esse impulso ou instinto. Mas não é desejável que ele seja completamente destruído.

Homens viris sempre foram essenciais para a proteção da casa, da família, da mulher, da sociedade. Se o Ocidente depender de um Trudeau para se proteger, então melhor levantar logo a bandeira branca e deixar os islâmicos dominarem tudo.

1 pensou em “ATAQUE À MASCULINIDADE

  1. Sensacional!!!!
    Meus aplausos, de pé, para este artigo do Rodrigo Constantino.
    Vivi exatamente isto no ambiente universitário.
    E repito o que já disse aqui em diversas oportunidades:
    É fundamental trabalhar na mudança das universidades, em especial no processo de escolha dos reitores.
    Porque é de lá que saem os “professores” das crianças desse pobre país, especialmente aqueles de história e geografia, preparadíssimos para executar a cartilha do politicamente correto tão bem descrito neste artigo.

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