“Parir é fácil e dolorido – mas realiza. Difícil é criar.” – Raimunda Buretama
Dona Quiterinha
Engole o choro!!!
Se eu for aí e encontrar, vou esfregar na tua cara!
Você apanhou foi pouco. Se prepare para quando seu pai chegar!
Já te fa-lei que vo-cê pre-ci-sa res-pei-tar su-a ir-mã!!!
Quem teve a sorte de ter Mãe, e não nasceu de chocadeira, com certeza identifica fácil esse linguajar. A última frase é icônica: pronunciada silabicamente, quando a Mãe castigava o filho ou a filha.
Hoje, depois de um longo tempo de passeios, volto ao batente para render homenagem às nossas rainhas. Escolhi duas personas: Dona Jordina, a minha rainha de todos os castelos; e Dona Quiterinha, a Mãe-Rainha do Papa Berto.
Meu computador deu pane (PC), e não consegui fazer backup de nada. Este é um computador novo. No computador que deu pane, estavam gravadas todas as minhas fotos pessoais, familiares e outras que uso normalmente. Perdi todas.
Assim, como falo sempre (e muito) da minha Avó (Raimunda Buretama) postarei uma imagem que não é ela, é simbólica.
Raimunda Buretama
Lá naquelas paragens, do outro lado do rio, onde provavelmente a lua se esconde, existia uma casa de taipa, com a sala repleta de tamboretes para o descanso das visitas. Na latada, os assentos eram os cambitos e alguns poucos tamboretes com fundos de couro de bodes e cabras.
Na cozinha espaçosa, forno movido a lenha, uma panela grande “amornava” água para garantir o primeiro banho do menino, antes mesmo da primeira mamada. Era um frege de tias e comadres. Enquanto uma preparava o banho, outras se preparavam para depenar galinhas, patos, capotes e até um peru que tomava conta do quintal. A preparação do almoço.
Comadre Chica, a parteira da família que tinha aparado os filhos mais velhos, vez por outra passava na camarinha para ver a situação da parturiente: “tá chegando a hora”!
Raimunda Buretama, soltou uma de suas muitas pérolas: “Ora, bom-basta….. “parir é fácil e dói, mas realiza a muié. Difícil mermo é criar” nesse mundo de meu Deus.”
Da camarinha iluminada por duas lamparinas, veio o aviso:
“Tá nascendo, força minha comadre, só mais um pouquinho.”
“Nasceu!!!!!”
Tragam a água morna, que eu já cortei o cordão do “imbigo”!
Era, naquele dia, 30 de abril de 1943.


Meu querido amigo e colunista fubânico:
Neste Dia das Mães, gratíssimo pela homenagem à minha querida e saudosa mamãe Quitéria, que todos chamavam de Quiterinha.
Abraços e um excelente domingo!
Parabéns pelo bonito e emocionante texto, prezado Escritor José Ramos!
Dona Jordina, a sua rainha, e Dona Quiterinha, a Mãe-Rainha do Papa Berto representam muito bem a autoridade que pai e mãe tinham, antigamente, para educar, orientar e “dar carão ” nos filhos, numa época em que pai e mãe sabiam se fazer respeitar, e psicólogo não existia nem fazia falta.
Que as duas, lá no Céu onde se encontram, recebam, neste Dia das Mães, muitas flores e luzes, e descansem em Paz!
Grande abraço!
Violante, Dona Quiterinha e Dona Jordina fizeram por merecer os filhos que educaram. Era outra coisa! Quantas vezes me engasguei “engolindo o choro”.
Quem também deve estar orgulhosa da árvore que a frutificou no mundo, é Diana. Aproveito par enviar um carinhoso e respeitoso abraço e a felicito pela Mãe que tem.
Obrigada pelo carinho do comentário, querido Escritor José Ramos!
Diana ficou muito gratificada com a sua referência a ela, e também lhe envia um grande abraço!
Tudo de bom!!! Muita saúde, alegria e Paz!
Violante, não sei se Diana já é mãe. Mas, você é. E, com certeza, das boas – claro que não existe Mãe ruim. Existem as que não sentiram dor (essa dor, é o significado do amor).
Diana ainda é solteira e não é mãe, querido amigo José Ramos! Graças a Deus, ela é uma filha maravilhosa, e, como filha única, tem todas as minhas atenções e eu as dela…
Abraços.
Violnte, questão de escolha que deve ser respeitada. Mas, onde fica o “crescei e multiplicai-vos”? KKKKKKK
Brincadeira querida. Tudo no tempo e hora de Deus!