VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

As aves ocupam um lugar central na música nordestina brasileira, funcionando frequentemente como metáforas para a seca, a saudade, a resistência do sertanejo e a beleza da fauna da Caatinga.

O grande Luiz Gonzaga, cognominado o “Rei do Baião”, foi fundamental em imortalizar diversas espécies em suas composições.

Aqui estão as principais aves citadas na canção nordestina:

– Asa Branca (Patagioenas picazuro): Símbolo máximo do sertão, eternizada por Luiz Gonzaga, a Asa Branca representa a migração forçada pela seca e a esperança do retorno com a chuva.

– Assum Preto (Tiaris fuliginosus): Cantado por Gonzaga, representa a tristeza e a escuridão, muitas vezes associadas a sertanejos cegos ou à própria melancolia do sertão.

– Carcará (Caracara plancus): Ave de rapina que representa a força, a inteligência e a resistência do sertanejo, foi popularizada na voz de Nara Leão e na cultura nordestina.

– Gralha-cancã (Cyanocorax cyanopogon): Conhecida como “cancão”, é considerada a “voz da caatinga” e figura em canções que retratam a paisagem seca.

– Avoante ou Pomba-de-bando (Zenaida auriculata): Ave comum que forma grandes bandos no Nordeste, frequentemente mencionada em canções sobre a migração de aves na região.

– Corrupião/Sofreu (Icterus jamacaii): Conhecido pelo seu canto melódico e plumagem amarela e preta, é uma ave emblemática da Caatinga.

– Rolinha “Fogo Apagou” (Columbina squammata): Citada por Gonzagão, seu nome onomatopéico traz a atmosfera do sertão.

As canções que mencionam essas aves, especialmente as de Luiz Gonzaga, narram a migração do homem sertanejo, a esperança por chuvas e a dura realidade da seca no Nordeste. Muitas dessas aves, hoje, sofrem com a caça e a destruição de seu habitat.

Aves em Canções brasileiras:

É impossível falar de aves na música brasileira sem citar Asa Branca, canção eternizada pelo “rei do baião”, que retrata a severa seca do Sertão. Graças aos versos de Luiz Gonzaga, a Asa Branca se transformou no símbolo do Sertão. A música narra a migração do nordestino, fugindo do terror da seca, para não morrer de fome.

“A VOLTA DA ASA BRANCA”, outra canção belíssima do Grande Luiz Gonzaga, traz ao nordestino a esperança de ver a chuva cair de novo para que ele possa voltar para o Sertão.

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